SEO e GEO, uma estratégia integrada.
Este guia é para quem responde por venda, lead e CAC (custo de aquisição de cliente): dono, diretor de marketing, gerente de e-commerce e head de growth. Ele mostra como trabalhar a presença da empresa nas respostas das IAs e medir o que muda no negócio. A base é uma pesquisa própria com 40 perguntas de compra de dez setores brasileiros, acompanhada de uma consulta distinta à base da DataForSEO com 8,87 milhões de respostas de AI Overview em português. Os recortes e limites de cada uma estão junto dos resultados.
Você encontrará um protocolo de medição, um diagnóstico por prioridade, exemplos de conteúdo e um roteiro de 90 dias. Exemplos ilustrativos, observações reais, pesquisas e dados comerciais têm rótulos próprios. Para começar pelas decisões, siga a leitura executiva abaixo; para aprofundar os fundamentos de rastreamento, indexação e ranqueamento, consulte o Guia de SEO.
A TRIWI atua com SEO desde 2018. Hoje, o trabalho reúne SEO e Otimização para IAs em uma metodologia de 12 etapas e mais de 300 atividades. Os dois andam juntos: GEO é o quarto pilar do SEO, construído sobre técnica, conteúdo e autoridade, com uma estratégia integrada e acompanhamento de presença, tráfego e resultado de negócio.
GEO em 10 frases
- GEO é o trabalho de melhorar a presença da empresa nas respostas geradas por IA às perguntas do seu cliente.
- Na TRIWI, SEO e GEO andam juntos, em uma estratégia integrada de técnica, conteúdo, autoridade e Otimização para IAs.
- As respostas podem combinar conhecimento aprendido no treinamento, busca na web e leitura de uma página solicitada pelo usuário.
- Na pesquisa TRIWI, o AI Overview apareceu em 32 das 40 perguntas de compra no celular e em 33 no desktop (outubro de 2026).
- Cada plataforma escolhe fontes diferentes; medir apenas uma deixa parte da presença sem acompanhamento.
- Uma marca pode ser mencionada sem link próprio, e uma página pode ser citada sem recomendação da empresa.
- A prioridade entre site, comparadores, imprensa, vídeo e redes depende das perguntas e das plataformas relevantes para o comprador.
- A TRIWI trabalha oito frentes: acesso, relevância, extração, verificação, confiança, entidade, corroboração e atualidade, com níveis diferentes de evidência.
- O Share of Model acompanha menção, citação, recomendação e descrição em perguntas fixas, com regras de coleta e denominadores definidos.
- Anúncios e presença orgânica têm medições próprias; a estratégia de GEO se avalia por visibilidade observada e resultados de negócio, sem promessa de citação.
Cinco decisões para agir.
Cinco decisões para começar
| Decisão | O que você precisa ter ao final | Onde começar |
|---|---|---|
| Onde medir? | Perguntas prioritárias, plataformas e linha de base por indicador | Share of Model: como medir presença, citação e sentimento |
| O que impede o avanço? | Bloqueadores confirmados, evidência e responsável por resolver | Checklist de GEO; Base técnica para IA |
| O que publicar ou melhorar? | Uma pergunta de compra ligada à página certa, com resposta e prova | Conteúdo citável |
| Onde construir presença? | Fontes de terceiros relevantes para o comprador e critérios de prioridade | GEO por modelo de negócio; Autoridade fora do site |
| Como avaliar o trabalho? | Entregas verificadas, medição mensal e decisões para o próximo ciclo | Os primeiros 90 dias; Quanto tempo leva para ser citado |
Se precisa decidir por onde começar hoje, vá ao Checklist de GEO. O guia completo aprofunda as evidências e a execução de cada frente.
- GEO (Generative Engine Optimization)
- otimização para mecanismos generativos; neste guia, Otimização para IAs integrada ao SEO. AEO, LLMO e AIO são termos relacionados, com ênfases diferentes. SGE era o nome de um experimento do Google.
- LLM (Large Language Model)
- modelo de linguagem por trás dos assistentes de IA.
- Grounding e query fan-out
- uso de fontes externas para apoiar a resposta e desdobramento da pergunta em buscas relacionadas.
- AI Overview e AI Mode
- o resumo de IA na busca do Google e sua experiência de busca conversacional.
- SERP (Search Engine Results Page)
- página de resultados de um buscador.
- Share of Model
- acompanhamento da presença da marca nas respostas, com indicadores separados e perguntas fixas.
- Rastreador e user-agent
- o robô que acessa páginas e o nome com que se identifica; robots.txt orienta seu rastreamento.
- Dados estruturados
- marcação que descreve informações da página em linguagem de máquina.
- GA4, Search Console e CRM
- ferramentas para acompanhar visitas e conversões, desempenho na Busca e relacionamento comercial.
- CAC
- custo de aquisição de cliente. Os demais termos técnicos são explicados na primeira aplicação e podem ser consultados no Glossário de SEO.
O que é GEO
GEO (Generative Engine Optimization, otimização para mecanismos generativos) é o conjunto de práticas técnicas, de conteúdo e de autoridade que faz uma empresa ser encontrada, entendida e citada pelas IAs que respondem a perguntas, como ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e AI Overviews do Google. O objetivo é ser a fonte da resposta quando o cliente pergunta o que você vende.
Na prática, GEO é o trabalho de fazer a IA saber quem é a sua empresa, confiar no que ela publica e escolhê-la quando monta uma resposta. A pergunta deixou de ser “em que posição estou no Google” e passou a ser “quando o meu cliente pergunta, a IA me cita, cita um intermediário ou cita o concorrente?”. O comprador de software pede ao ChatGPT uma lista curta de fornecedores; o dono de uma pequena empresa pergunta ao Gemini qual conta PJ abrir; o gerente de compras usa o Perplexity para comparar fabricantes; e, no próprio Google, um resumo gerado por IA aparece antes do primeiro resultado orgânico. Em todos esses casos, a resposta cita poucas marcas e poucas fontes, e quem não está nelas não entra na decisão.
GEO, AEO, LLMO, AIO e SGE: o que cada termo significa
GEO ganhou projeção com o artigo acadêmico que investigou a visibilidade de páginas em respostas geradas (Princeton, Georgia Tech, Allen Institute for AI e IIT Delhi, 2023). AEO (Answer Engine Optimization) é anterior à IA generativa e abrange respostas diretas, como trechos em destaque e assistentes de voz. LLMO (Large Language Model Optimization) enfatiza os modelos de linguagem; AIO (AI Optimization) é um termo mais amplo e de uso variável. São conceitos relacionados, com escopos diferentes. SGE (Search Generative Experience) era o nome do experimento do Google que evoluiu para os AI Overviews em 2024, e não uma modalidade de otimização. A TRIWI usa Otimização para IAs para a frente de presença nas respostas generativas, inseparável do trabalho de SEO.
As siglas lado a lado e quanto cada uma é buscada no Brasil (volumes: Google Ads via DataForSEO, Brasil, português, média mensal de outubro de 2025 a setembro de 2026)
| Sigla | Nome | O que enfatiza | Buscas por mês no Brasil |
|---|---|---|---|
| GEO | Generative Engine Optimization | Ser citado nas respostas geradas por IA; termo criado no artigo acadêmico de 2023 | 390 para “generative engine optimization”; “geo” sozinho tem 22.200, mas é termo de significado misto |
| AEO | Answer Engine Optimization | Ser a resposta direta, do trecho em destaque às IAs | 1.600 para “aeo”, número que inclui buscas com outros significados |
| LLMO | Large Language Model Optimization | Otimizar para os modelos de linguagem | 140 |
| AIO | AI Optimization | Otimização para IA em geral | Não medido (a sigla tem vários significados) |
| SGE | Search Generative Experience | O experimento do Google que virou os AI Overviews | Sigla de vários sistemas, fora da medição |
| SEO para IA | O termo em português | O SEO aplicado às respostas das IAs | 390 |
| Otimização para IAs | O nome que a TRIWI usa | O quarto pilar do SEO | 10 para “otimização para ia” |
A demanda pelas siglas é pequena perto da demanda pelas próprias IAs: “chatgpt” teve 101 milhões de buscas no Google em setembro de 2026, e “gemini”, 37,2 milhões (Google Ads via DataForSEO, Brasil, outubro de 2026). O decisor não procura GEO; ele procura o fornecedor, e cada vez mais faz essa pergunta a uma IA.
O que GEO não é
- Não é truque: não existe palavra, arquivo ou texto escondido que faça o ChatGPT recomendar a sua empresa.
- Não é substituto do SEO: as IAs citam páginas que estão nos índices de busca, e quem abandona a posição para “fazer GEO” perde as duas coisas.
- Não é anúncio: os anúncios já aparecem ao lado das respostas, mas a fonte citada é escolhida pelo sistema e não se compra (capítulo “Anúncios, compras e agentes nas IAs”).
- Não é campanha: a lembrança de uma marca pelos modelos se constrói ao longo de meses, com menções, conteúdo e reputação.
Por que importa agora
Os estudos indicam menor frequência de cliques nos recortes analisados. Para a empresa, isso exige acompanhar tanto a presença nas respostas quanto o que chega ao site e vira negócio. Ser citado pode gerar exposição sem visita; uma visita pode acontecer depois por outra origem. A medição de citação se soma à de posição, tráfego e conversão para responder à pergunta de negócio: quando o seu cliente pesquisa, ele encontra a sua empresa, o intermediário ou o concorrente?
GEO é o quarto pilar do SEO
As plataformas com busca recuperam informações da web por índices e outros mecanismos de acesso. Por isso, na TRIWI, SEO e GEO são um trabalho integrado: corrigir acesso, organizar conteúdo e construir autoridade ajuda a criar as condições para a descoberta e o uso das páginas. A empresa também pode ser mencionada por fontes de terceiros. O pilar de IA acrescenta atenção às perguntas conversacionais, às fontes usadas por cada plataforma, à clareza da entidade e à medição de menção, citação e recomendação.


↗ Na prática
- Faça a uma IA as cinco perguntas que o seu cliente faria antes de comprar e anote quem é citado e quais fontes aparecem. Essa é a sua primeira linha de base.
- Trate GEO como pilar do SEO, com o mesmo dono, o mesmo plano e o mesmo relatório.
- Acrescente à medição a citação nas IAs e o tráfego que vem delas.
- Desconfie de quem oferece GEO sem falar de indexação, conteúdo e autoridade.
Como as IAs escolhem fontes
Uma IA responde com duas fontes de conhecimento. A primeira é a memória do modelo: o que ele aprendeu no treinamento, lendo bilhões de páginas até uma data de corte. A segunda é o grounding (ancoragem): a busca ao vivo que o sistema faz antes de responder, lendo páginas atuais e citando-as. Há ainda uma terceira via, menor: o usuário cola um link ou pede que a IA leia uma página, e o sistema a acessa na hora. As IAs que o seu cliente usa combinam as três, e cada plataforma pesa cada via de um jeito.
Entender o caminho importa porque cada via oferece possibilidades de atuação diferentes. Uma página pode ser recuperada pela busca ao vivo depois de descoberta e indexada, sem um prazo garantido de citação. Já mudanças no conhecimento aprendido pelo modelo dependem de decisões do provedor e não permitem prometer quando uma marca será incorporada ou lembrada.
O caminho da pergunta até a citação
Um modelo simplificado da busca ao vivo ajuda a organizar o trabalho. As etapas e a forma de executá-las variam por plataforma:
- A IA interpreta a pergunta e a desdobra em subperguntas (o query fan-out, a ramificação da consulta): “qual o melhor ERP para uma indústria de médio porte” vira buscas sobre sistemas, critérios, comparativos e avaliações.
- Busca cada subpergunta em um índice: o do Google, o do Bing ou um índice próprio.
- Processa o conteúdo recuperado e identifica informações relacionadas à pergunta.
- Seleciona informações para compor a resposta; clareza, verificação e coerência são frentes úteis de trabalho, sem revelar integralmente os critérios do sistema.
- Escreve a resposta e cita as fontes que sustentaram cada afirmação.


As três vias da resposta e como a empresa influencia cada uma
| Via | Como funciona | De onde vem a informação | Como a empresa influencia | Prazo para efeito |
|---|---|---|---|---|
| Memória do modelo (treinamento) | O modelo responde com o que aprendeu até a data de corte, sem buscar | Bilhões de páginas lidas no treinamento | Menções repetidas da marca em fontes relevantes, dados públicos consistentes, presença em bases abertas | Sem prazo de incorporação ou garantia de lembrança |
| Busca ao vivo (grounding) | O sistema busca na web antes de responder e cita as páginas usadas | Índices de busca (Google, Bing ou índice próprio) | Indexação, ranqueamento para as subperguntas, trecho claro e verificável | Pode ocorrer após descoberta e indexação; seleção e prazo variam |
| Acesso a pedido do usuário | O usuário cola um link ou pede que a IA leia uma página | A própria página, lida na hora | Página acessível ao rastreador de usuário, conteúdo em HTML, sem bloqueio na CDN | Imediato, se o acesso não estiver bloqueado |
O que isso muda para a empresa
Primeira consequência: ranquear continua importante, mas para as subperguntas, não só para a pergunta que o cliente digitou. As IAs citam o que os índices devolvem, e o que os índices devolvem para cada subpergunta vai muito além da primeira página da pergunta original.
A baixa coincidência entre páginas citadas e resultados da pergunta original é compatível com consultas relacionadas, contextos e critérios distintos. Os registros de query fan-out mostram exemplos dessas reescritas, mas o cruzamento de URLs sozinho não revela o caminho de cada citação. A orientação prática é acompanhar também as dúvidas de critérios, comparação, custo, prazo e reputação que fazem parte da decisão do comprador.
Segunda consequência: seções com respostas claras e contexto suficiente facilitam a leitura e a identificação de informação útil. Terceira: informações consistentes em fontes independentes ajudam a verificar o que a empresa afirma. São frentes para melhorar a qualidade e testar oportunidades de presença, sem pressupor que toda IA siga uma mesma regra de consenso.
A via da memória
Quando a pergunta é genérica (“quais as melhores empresas de X no Brasil”), a resposta pode utilizar associações aprendidas no treinamento. Essa via é pouco controlável e pode se combinar com a busca: nomes presentes na consulta gerada pelo sistema também influenciam o que será recuperado. A origem de cada nome não pode ser determinada apenas pela leitura da resposta final.
Por fim, a resposta não é determinística: a mesma pergunta cita fontes e marcas diferentes em duas rodadas, e cada modelo tem o seu índice e o seu critério. Por isso GEO se mede em amostra e em tendência (capítulo “Share of Model”).
↗ Na prática
- Para cada produto ou serviço, liste as subperguntas que a IA faria (critérios, comparações, custo, prazo, reputação, regulação) e verifique se o site responde a cada uma.
- Confira a posição das suas páginas para essas subperguntas no Google e no Bing, e não só para a pergunta principal.
- Reescreva os trechos que respondem para que façam sentido sozinhos, com o dado e a fonte junto.
- Procure o que a web diz sobre a sua empresa fora do seu site e identifique lacunas nas fontes relevantes para o comprador.
AI Overviews e AI Mode no Google
Os AI Overviews (no Brasil, “Visão geral criada por IA”) são os resumos gerados por IA que o Google mostra no topo de parte das buscas, com links para as páginas usadas como fonte. Chegaram ao Brasil em 15 de agosto de 2024. O AI Mode (Modo IA) é a busca conversacional: a pessoa faz uma pergunta longa, o Google a quebra em várias buscas simultâneas (o query fan-out), consulta o índice e monta uma resposta com citações, que pode continuar em conversa. Está em português desde 8 de setembro de 2025. Desde 19 de maio de 2026, os dois funcionam como uma experiência só: a pergunta seguinte, feita a partir do resumo, continua no AI Mode (Google, I/O 2026).
Para a empresa, são as duas respostas de IA que o cliente mais vê, porque estão dentro da busca que ele já fazia. E são as que mais se parecem com o SEO, porque usam o mesmo índice e o mesmo rastreador.


Como entrar nos dois
O Google é explícito, e vale ler o que ele diz antes de ouvir qualquer promessa: não existe requisito técnico extra nem dado estruturado especial para aparecer nos AI Overviews ou no AI Mode. A página precisa estar indexada e apta a aparecer na busca com trecho (snippet), e valem as regras de sempre. O rastreador é o Googlebot. O Google-Extended, que controla o uso do conteúdo para o treinamento e a ancoragem do Gemini, não tira a página dos resumos nem afeta a inclusão e o ranqueamento na Busca.
Entre as páginas aptas, a seleção varia conforme a pergunta e o contexto. Responder bem às dúvidas relacionadas, com conteúdo claro e verificável, é a orientação de trabalho; não há garantia de escolha. Desde 27 de maio de 2026, o leitor também pode marcar veículos como Fontes preferidas, destacados com um selo nas respostas do AI Mode e dos AI Overviews que ele vê (Google, documentação de Fontes preferidas, setembro de 2026). Em outubro de 2026, o Google anunciou mais links dentro das respostas e o teste de uma seção de sites oficiais (Google, outubro de 2026).
AI Overview e AI Mode lado a lado
| AI Overview | AI Mode | |
|---|---|---|
| O que é | Resumo gerado por IA no topo da página de resultados | Busca conversacional, com resposta longa e perguntas de seguimento |
| Onde aparece | Na própria busca, quando o Google julga que o resumo ajuda | Na aba “Modo IA” e como continuação do resumo, desde maio de 2026 |
| Como mostra as fontes | Lista de links ao lado ou abaixo do resumo; no celular, a lista completa; no desktop, um bloco recolhido | Links ao longo do texto e lista de fontes; mais links desde outubro de 2026 |
| Como a resposta é montada | Busca no índice do Google, com ramificação da pergunta | Ramificação em várias buscas simultâneas (query fan-out), com mais subperguntas |
| Como entrar | Página indexada, apta a trecho, que responde bem à subpergunta | O mesmo, com cobertura das perguntas que vêm junto |
| Como medir | Search Console (relatório de IA generativa, só impressões; cliques somados no relatório de desempenho) e Share of Model | O mesmo |
| No Brasil desde | 15 de agosto de 2024 | 8 de setembro de 2025 |
Os controles que tiram ou mantêm a página nas respostas do Google
| Controle | O que faz | Efeito nos AI Overviews e no AI Mode | Efeito no resto da Busca |
|---|---|---|---|
| Googlebot bloqueado no robots.txt | Impede o rastreamento do conteúdo | Prejudica a leitura e a atualização da página | Não equivale a desindexar; uma URL bloqueada ainda pode constar no índice |
| Google-Extended bloqueado | Proíbe o uso no treinamento e na ancoragem do Gemini | Nenhum | Nenhum |
| nosnippet | Proíbe trechos da página | A página não é usada como fonte do resumo | Sem trecho no resultado |
| data-nosnippet | Proíbe trechos de uma parte da página | Aquela parte não entra no resumo | Aquela parte não aparece no trecho |
| max-snippet | Limita o tamanho do trecho | Limita o que a IA pode usar | Limita o trecho exibido |
| noindex | Tira a página do índice | A página sai das respostas | A página sai da Busca |
| Controle de IA generativa da Busca, no Search Console | Inclui (padrão), exclui ou herda a decisão para o site | Excluir tira o site dos AI Overviews e do AI Mode | Nenhum |
O que os dados mostram no Brasil
O que muda no clique
A presença do resumo muda a composição da página de resultados e pode alterar a distribuição dos cliques. Uma página pode manter a primeira posição orgânica e ficar abaixo de um resumo que cita concorrentes. Para atribuir a queda ao resumo, é preciso comparar demanda, impressões, CTR, dispositivo e a página de resultados efetivamente exibida; posição estável, sozinha, não identifica a causa.
Como medir no Search Console
Desde 31 de agosto de 2026, no mundo todo, o Search Console tem um relatório de desempenho de IA generativa, que mostra as impressões das páginas do site nos AI Overviews e no AI Mode, por página, país, data e dispositivo. O relatório mostra impressões, não cliques; os cliques vindos dessas respostas continuam somados aos da busca na web no relatório de desempenho. Na mesma data entrou o controle de IA generativa da Busca, que inclui, exclui ou herda a decisão para o site inteiro, sem efeito no resto da Busca (Google Search Console, ajuda do relatório e do controle, 2026).
Na prática, o relatório mostra impressões registradas das páginas nos recursos de IA, enquanto o Share of Model acompanha perguntas selecionadas do mercado e as marcas presentes nelas. Se o relatório não estiver disponível, verifique a inclusão e a elegibilidade, mas considere também volume insuficiente de impressões. Ausência de dados no período não significa que uma página nunca tenha aparecido.
AI Mode: a busca como conversa
O AI Mode leva a ramificação da pergunta mais longe: a resposta é montada a partir de muitas buscas ao mesmo tempo, cada uma sobre uma parte da pergunta, e a conversa continua. O comportamento do brasileiro acompanhou: as buscas por “modo ia” foram de 246 mil em outubro de 2025 para 823 mil em setembro de 2026, e as por “ai mode”, de 5,4 mil para 40,5 mil (Google Ads via DataForSEO, Brasil, outubro de 2026).
Estar no AI Overview não garante estar no AI Mode, e vice-versa. A forma de cobrir os dois é a mesma: responder bem à pergunta principal e às perguntas que vêm junto, em páginas que existem para o leitor e se ligam entre si.
↗ Na prática
- Investigue consultas que mantiveram posição e perderam cliques: compare impressões e CTR em períodos equivalentes, segmente país e dispositivo e confira se a página de resultados mudou, inclusive pela presença de AI Overview.
- Consulte as impressões das páginas no relatório de IA generativa no período analisado. Se o relatório não aparecer, confira inclusão e elegibilidade e considere volume insuficiente de impressões.
- Verifique se meta robots, cabeçalhos HTTP e plugins aplicam nosnippet ou max-snippet por engano, e confirme que o site está incluído no controle de IA generativa.
- Faça as perguntas do seu mercado no AI Mode e anote as fontes e os temas que aparecem: é o mapa do conteúdo que falta.
ChatGPT, Gemini, Claude, Perplexity e Meta AI
Fora do Google, cada assistente tem o próprio caminho entre a pergunta e a fonte: muda o índice consultado, o rastreador que lê o site, a forma de citar e o peso da memória do modelo. Acesso, clareza e corroboração são frentes úteis de trabalho, com influência variável por plataforma. E nenhum é “a IA”: a mesma pergunta, feita no mesmo dia, traz marcas e fontes diferentes em cada um.
ChatGPT
A busca do ChatGPT (ChatGPT search), lançada em outubro de 2024, usa provedores de busca terceiros e conteúdo de parceiros (OpenAI, 2024). A OpenAI mantém rastreadores separados por finalidade: o OAI-SearchBot, que lê as páginas para a busca do ChatGPT; o GPTBot, que coleta conteúdo para treinar modelos; o ChatGPT-User, que acessa uma página quando o usuário pede, e para o qual, nas palavras da empresa, as regras do robots.txt podem não se aplicar; e o OAI-AdsBot, que visita só as páginas enviadas como anúncio (OpenAI, documentação dos rastreadores). Bloquear o OAI-SearchBot pode prejudicar a descoberta e o uso direto do conteúdo na busca; a marca ainda pode ser mencionada por terceiros. Bloquear o GPTBot trata de treinamento, sem ser o controle de inclusão na busca.
Gemini
O Gemini é o assistente do Google e ancora as respostas na própria Busca Google: o que ranqueia bem no Google tende a ser o que ele encontra. O app passou de 1 bilhão de usuários mensais em agosto de 2026 (Google), e o gemini.google.com está entre os 20 sites mais visitados do Brasil (Similarweb, setembro de 2026). O Google-Extended controla o uso do conteúdo no treinamento e na ancoragem do Gemini, sem efeito na Busca.
Claude
O Claude, da Anthropic, pesquisa na web quando a pergunta pede e cita as páginas lidas. São três robôs, e os três seguem o robots.txt: o ClaudeBot, que coleta conteúdo para treinamento; o Claude-SearchBot, que lê as páginas para a busca; e o Claude-User, que acessa uma página a pedido do usuário (Anthropic, abril de 2026). Bloquear os dois últimos reduz a visibilidade da marca nas respostas; bloquear o primeiro é decisão sobre treinamento.
Perplexity
O Perplexity nasceu como motor de resposta: toda resposta vem com citações numeradas, tiradas de um índice próprio alimentado pelo PerplexityBot. O Perplexity-User, que acessa páginas a pedido do usuário, em geral ignora o robots.txt, segundo a própria empresa. Em outubro de 2025, o navegador Comet passou a ser gratuito para todos (Perplexity), e o programa de anúncios está sendo encerrado até o fim de 2026 (Financial Times, via Campaign, fevereiro de 2026).
Meta AI, Copilot e os outros que o seu cliente usa
A Meta AI está dentro do WhatsApp, do Instagram e do Facebook, e pode usar fontes e links da internet para embasar as respostas (WhatsApp, central de ajuda). Chegou ao Brasil em outubro de 2024. A Meta documenta cinco rastreadores, e três deles servem à IA: o Meta-WebIndexer, que navega na web para melhorar os resultados de busca da Meta AI; o Meta-ExternalAgent, que coleta conteúdo para treinar modelos ou indexar; e o Meta-ExternalFetcher, que busca uma página a pedido do usuário e, segundo a Meta, pode ignorar o robots.txt (Meta for Developers, documentação dos rastreadores).
O Copilot, da Microsoft, se apoia no índice do Bing, que tinha 9,6% das buscas no Brasil em setembro de 2026 (StatCounter). Desde fevereiro de 2026, o Bing Webmaster Tools mostra as citações do site no Copilot e nos resumos do Bing, e desde junho, a participação de citação por consulta de ancoragem, a busca que a IA faz (Microsoft Bing, 2026). Problemas de indexação no Bing podem prejudicar a recuperação das páginas pelo Copilot, embora a marca possa ser mencionada por outras fontes. Grok e DeepSeek completam a lista dos mais buscados no Brasil; a lógica é a mesma: rastreador liberado, índice, trecho, corroboração.
Os assistentes lado a lado (documentação de cada empresa, outubro de 2026; fontes por resposta: TRIWI, 40 perguntas, outubro de 2026)
| Assistente | De onde vem a busca | Rastreador de busca | Uso para treinamento | Acesso a pedido do usuário | Fontes por resposta na amostra TRIWI |
|---|---|---|---|---|---|
| ChatGPT (OpenAI) | Provedores de busca terceiros e conteúdo de parceiros | OAI-SearchBot | GPTBot | ChatGPT-User (as regras do robots.txt podem não se aplicar) | 7,2, com fontes em 40 de 40 respostas |
| Gemini (Google) | Busca Google | Googlebot | Controle Google-Extended (vale também para a ancoragem no app do Gemini) | Robôs acionados a pedido do usuário, como o Google-Agent (em geral ignoram o robots.txt) | 7,7 nas 22 respostas com fontes; 18 sem fontes registradas |
| Claude (Anthropic) | Busca na web | Claude-SearchBot | ClaudeBot | Claude-User (segue o robots.txt) | 5,6 nas 33 respostas com fontes |
| Perplexity | Índice próprio | PerplexityBot | Nenhum: a documentação diz que os robôs do Perplexity não coletam conteúdo para treinar modelos | Perplexity-User (em geral ignora o robots.txt) | 10,0, com fontes em 40 de 40 |
| Meta AI (Meta) | Busca na web | Meta-WebIndexer | Meta-ExternalAgent | Meta-ExternalFetcher (pode ignorar o robots.txt) | Fora da amostra |
| Copilot (Microsoft) | Índice do Bing | Bingbot | Não informado na documentação | Não informado na documentação | Fora da amostra |
Seguro auto nas quatro IAs (Exemplo observado, TRIWI, 20 de outubro de 2026)
| Assistente | Seguradoras citadas | Fontes citadas |
|---|---|---|
| ChatGPT | Porto Seguro, Tokio Marine, Allianz, Bradesco Seguros, HDI, Azul | 14 |
| Gemini | As seis, mais Youse, Pier, Justos, Suhai, Liberty, SulAmérica e Caixa Seguradora | Nenhuma fonte registrada na coleta |
| Perplexity | As seis, mais Pier, MAPFRE, Suhai, Ituran, Itaú Seguros e Caixa Seguradora | 10 |
| Claude | As seis, mais Youse, Pier, MAPFRE, Suhai, Ituran, Liberty e Itaú Seguros | 3 |
Nota sobre as marcas: HDI e Yelum são marcas distintas do mesmo grupo; Yelum substituiu Liberty no Brasil. Uma resposta pode usar um nome antigo ou descrever uma relação de forma incorreta. No acompanhamento da sua empresa, registre o nome exibido e a descrição, separando-os da identificação correta da marca; não una marcas diferentes apenas por pertencerem ao mesmo grupo.
Onde o seu cliente está
No B2B, o comprador usa esses assistentes para montar a lista curta de fornecedores antes de falar com um vendedor, e estar nessa lista decide quem recebe o pedido de proposta. No consumo, a pergunta é “qual o melhor X para Y” ou “X vale a pena”, e a resposta cita marcas, lojas e avaliações: a loja que não aparece perde a venda para quem aparece, o marketplace ou o concorrente. Em ambos, o cliente não usa uma IA só, e a presença da marca precisa ser medida em cada uma.
↗ Na prática
- Confira no robots.txt, na CDN e no firewall se Googlebot, Bingbot, OAI-SearchBot, Claude-SearchBot, PerplexityBot e Meta-WebIndexer estão liberados nas páginas que vendem.
- Cadastre o site no Bing Webmaster Tools e acompanhe as citações no Copilot ao lado do Search Console.
- Faça as mesmas perguntas nos quatro assistentes, todo mês, e registre quem cada um cita: a presença pode ser boa em um e nula no outro.
- Mantenha a descrição da empresa idêntica no site, no LinkedIn, no Perfil da Empresa no Google e nos diretórios: é o que todos leem como entidade.
O que as IAs citam no Brasil: levantamento TRIWI
Muitos dos estudos citados sobre GEO medem respostas em inglês e nos Estados Unidos. Para observar perguntas relevantes para negócios brasileiros, a TRIWI reuniu dois recortes: um levantamento de 40 perguntas de compra selecionadas, feitas aos quatro assistentes e ao Google no mesmo dia, e uma consulta à base de quase 9 milhões de respostas de AI Overview em português. As perguntas, os períodos e as medidas diferem entre os recortes. Este capítulo apresenta cada um com a sua identificação; os capítulos seguintes usam os achados como ponto de partida para investigar o mercado de cada empresa.
Como a TRIWI mediu
Levantamento de 40 perguntas de compra. A TRIWI selecionou 40 perguntas em dez setores (saúde; finanças; software e SaaS; contabilidade; jurídico; imóveis; educação; seguros; indústria; e-commerce e varejo), quatro por setor, os mesmos setores do levantamento do Guia de SEO. São perguntas de consideração e decisão (“qual o melhor”, “quais as melhores empresas”, “como escolher”, “vale a pena”), escritas como o comprador escreve, sem marca no texto e sempre com Brasil, São Paulo ou um termo só brasileiro (MEI, PJ, LGPD), porque as APIs do Gemini, do Perplexity e do Claude não têm localização. Coleta em 20 de outubro de 2026, pelas APIs da DataForSEO: o ChatGPT no próprio produto, com localização Brasil e em português; Gemini (modelo gemini-3.8-flash), Perplexity (Sonar Pro) e Claude (claude-sonnet-5-5) pela API de respostas de LLM, com busca na web ativa; o Google em celular e em desktop, com localização São Paulo (SP), para o AI Overview e os dez primeiros orgânicos; e o Bing nos dois dispositivos, para comparar os índices. Foram 160 respostas de IA e 160 páginas de resultado. Para medir a variação entre rodadas, dez das 40 perguntas, uma por setor, foram repetidas no ChatGPT, no Gemini e no Perplexity cerca de duas horas depois, com os mesmos parâmetros (30 respostas). As marcas mencionadas foram contadas no texto de cada resposta, com uma lista por pergunta montada a partir das próprias respostas; 32 perguntas pedem fornecedores ou produtos e 8 pedem critérios. O tipo de fonte foi classificado por regra editorial, em dez tipos, para cada par de setor e domínio (635 pares, 1.042 páginas citadas), com conferência manual dos casos ambíguos.
Consulta à base de AI Overviews. A base LLM Mentions da DataForSEO reunia 8.870.421 respostas de AI Overview em português registradas no Brasil, consultada em 20 de outubro de 2026, com amostras de respostas registradas entre agosto de 2025 e outubro de 2026. Nessa consulta, a presença de um domínio considera sua ocorrência entre as fontes ou os resultados consultados associados à resposta. O indicador é apresentado como presença de domínio na base; ele não equivale, por si só, a uma citação visível para o usuário. As menções de marcas no texto são contabilizadas separadamente. Os recortes por tema incluem perguntas com diferentes intenções e não reproduzem as 40 perguntas de compra do levantamento.
Como ler os números: nos blocos “Levantamento Share of Model TRIWI”, fontes são as páginas registradas como citadas nas respostas dos assistentes. Nos blocos “Consulta à base de AI Overviews”, os percentuais de domínios medem presença entre fontes ou resultados consultados. A distinção acompanha os indicadores para evitar comparar eventos diferentes.
As 40 perguntas do levantamento, por setor (TRIWI, outubro de 2026)
| Setor | Perguntas |
|---|---|
| Saúde | 1. Qual o melhor plano de saúde empresarial para uma empresa com 20 funcionários em São Paulo? 2. Como escolher uma clínica de fisioterapia em São Paulo? Quais critérios avaliar? 3. Qual o melhor software de gestão para clínica médica no Brasil? 4. Vale a pena contratar plano odontológico empresarial? Quais operadoras são mais indicadas no Brasil? |
| Finanças | 1. Qual a melhor conta PJ para uma pequena empresa no Brasil? 2. Consórcio de imóveis vale a pena? Quais as melhores administradoras do Brasil? 3. Qual a melhor maquininha de cartão para um pequeno comércio no Brasil? 4. Onde conseguir empréstimo para empresa com juros menores no Brasil? |
| Software e SaaS | 1. Qual o melhor ERP para uma indústria de médio porte no Brasil? 2. Qual o melhor CRM para pequenas empresas brasileiras? 3. Qual sistema de emissão de nota fiscal você recomenda para MEI? 4. Qual plataforma de e-commerce escolher para começar a vender online no Brasil? |
| Contabilidade | 1. Qual a melhor contabilidade online para MEI e pequenas empresas? 2. Como escolher uma contabilidade para transportadora em São Paulo? 3. Contabilidade online ou contador tradicional: o que vale mais a pena para uma clínica médica no Brasil? 4. Quais as melhores empresas de BPO financeiro no Brasil? |
| Jurídico | 1. Como escolher um advogado trabalhista em São Paulo? 2. Quais os melhores escritórios de advocacia empresarial do Brasil? 3. Vale a pena contratar uma consultoria de LGPD? Quais empresas são referência? 4. Como escolher um advogado para abrir uma empresa em São Paulo? |
| Imóveis | 1. Quais as melhores imobiliárias para alugar apartamento em São Paulo? 2. Como escolher uma construtora para comprar imóvel na planta em São Paulo? 3. Qual o melhor site para anunciar um imóvel para venda no Brasil? 4. Financiamento imobiliário: quais bancos oferecem as melhores condições no Brasil hoje? |
| Educação | 1. Qual o melhor curso de inglês online no Brasil? 2. Qual a melhor faculdade EAD de administração no Brasil? 3. Como escolher uma escola particular de ensino fundamental em São Paulo? 4. Qual a melhor plataforma de treinamento corporativo para empresas no Brasil? |
| Seguros | 1. Qual o melhor seguro auto no Brasil? Quais seguradoras são mais recomendadas? 2. Vale a pena contratar seguro de vida? Qual seguradora escolher no Brasil? 3. Como escolher um seguro residencial? Quais seguradoras são confiáveis no Brasil? 4. Qual o melhor seguro viagem para a Europa saindo do Brasil? |
| Indústria | 1. Quais os melhores fornecedores de empilhadeira elétrica no Brasil? 2. Como escolher um fornecedor de embalagens para indústria alimentícia no Brasil? 3. Quais fabricantes de compressores de ar industriais são mais confiáveis no Brasil? 4. Qual a melhor empresa de automação industrial no Brasil? |
| E-commerce e varejo | 1. Qual o melhor tênis de corrida para iniciantes e onde comprar no Brasil? 2. Qual o melhor notebook custo-benefício para trabalho no Brasil? 3. Onde comprar móveis planejados com melhor custo-benefício em São Paulo? 4. Qual a melhor loja online para comprar suplementos no Brasil? |
Quantas fontes, quantas marcas
As quatro IAs lado a lado (TRIWI, 40 perguntas de compra, 20 de outubro de 2026)
| Indicador | ChatGPT | Gemini | Perplexity | Claude |
|---|---|---|---|---|
| Respostas com fontes | 40 de 40 | 22 de 40 | 40 de 40 | 33 de 40 |
| Páginas citadas por resposta, nas que citam | 7,2 | 7,7 | 10,0 | 5,6 |
| Domínios diferentes citados no total | 186 | 142 | 247 | 143 |
| Marcas nomeadas por resposta (32 perguntas) | 4,8 | 8,9 | 6,8 | 8,2 |
| Palavras por resposta | 594 | 605 | 351 | 502 |
| Fontes que são sites de empresas do setor | 59% | 32% | 48% | 29% |
| Fontes de intermediários, comparadores e rankings | 8% | 27% | 22% | 40% |
| Fontes de governo e entidades | 22% | 4% | 1% | 0% |
| Páginas citadas que estavam no top 10 do Google para a mesma pergunta | 2,5% | 15,9% | 7,8% | 9,7% |
Neste recorte, a concordância entre plataformas foi maior nas marcas mencionadas do que nas fontes citadas. Há marcas recorrentes e outras que aparecem em apenas parte das respostas, com combinações de fontes diferentes. Para a empresa, isso sugere duas verificações: em quais perguntas ela já aparece e quais páginas próprias ou de terceiros ajudam a descrever sua oferta. A comparação revela oportunidades de investigação, sem determinar por que cada sistema escolheu uma marca.
Que tipo de fonte as IAs citam
Tipo de fonte por plataforma, em parcela das páginas citadas (TRIWI, outubro de 2026; classificação editorial por setor e domínio)
| Tipo de fonte | ChatGPT | Gemini | Perplexity | Claude | Total |
|---|---|---|---|---|---|
| Empresa do setor (site da marca) | 59,4% | 32,4% | 48,5% | 29,0% | 45,4% |
| Intermediário, comparador, ranking ou diretório | 8,3% | 27,1% | 22,4% | 39,8% | 22,4% |
| Imprensa e portais | 3,5% | 16,5% | 14,3% | 16,7% | 12,1% |
| Conteúdo de empresa de outro setor | 3,5% | 12,4% | 11,8% | 14,0% | 10,0% |
| Governo, regulador e entidades | 22,2% | 3,5% | 1,3% | 0,0% | 7,2% |
| Vídeo, rede social, fórum e Wikipedia | 0,0% | 8,2% | 1,5% | 0,0% | 1,9% |
| Outros | 3,1% | 0,0% | 0,3% | 0,5% | 1,1% |
| Páginas citadas | 288 | 170 | 398 | 186 | 1.042 |


A consulta à base agregada de AI Overviews amplia a observação para outros temas e períodos. Como as perguntas e a medida diferem das usadas com os assistentes, os percentuais devem ser lidos dentro de cada recorte.
Por setor: a empresa ou o intermediário
Quem é a fonte em cada setor, nas quatro IAs (TRIWI, quatro perguntas selecionadas por setor, outubro de 2026; parcela das páginas citadas)
| Setor | Empresa do setor | Intermediário e comparador | Imprensa | Empresa de outro setor | Governo e entidades |
|---|---|---|---|---|---|
| Contabilidade | 56% | 23% | 2% | 11% | 6% |
| Software e SaaS | 56% | 11% | 3% | 23% | 4% |
| Indústria | 55% | 23% | 5% | 9% | 5% |
| Jurídico | 52% | 28% | 6% | 5% | 8% |
| Finanças | 49% | 13% | 16% | 13% | 7% |
| Educação | 49% | 20% | 18% | 5% | 7% |
| Imóveis | 45% | 20% | 10% | 15% | 6% |
| Saúde | 33% | 42% | 7% | 4% | 9% |
| Seguros | 32% | 21% | 20% | 10% | 15% |
| E-commerce e varejo | 30% | 22% | 32% | 5% | 3% |
A tabela resume as perguntas selecionadas de cada setor. As colunas não incluem todas as categorias de fonte e podem não somar 100%; os valores também foram arredondados. A leitura orienta a investigação do setor, sem estimar todas as perguntas que seus compradores fazem.
Na consulta à base agregada, a TRIWI observou duas medidas: a menção de marcas no texto e a presença de seus domínios entre fontes ou resultados consultados. Essa segunda leitura usa perguntas que contêm o tema e abrange intenções variadas.
Marcas nomeadas e domínios presentes na base de AI Overviews, por tema (Consulta à base de AI Overviews, TRIWI sobre LLM Mentions da DataForSEO, Brasil, português, consulta em outubro de 2026; registros de agosto de 2025 a outubro de 2026; parcela das respostas a perguntas que contêm o tema; domínios entre fontes ou resultados consultados)
| Tema da pergunta (respostas) | Marcas mais nomeadas | Domínios presentes entre fontes ou resultados consultados |
|---|---|---|
| Plano de saúde (1.495) | Unimed 23%, Bradesco Saúde 21%, Amil 21%, SulAmérica 18%, Hapvida 15% | YouTube 45%, Instagram 33%, NotreDame Intermédica 13%, Company Hero 11%, Facebook 10% |
| Maquininha (1.384) | Mercado Pago 36%, PagBank 36%, Ton 32%, InfinitePay 25%, Stone 22% | YouTube 64%, Mercado Pago 33%, páginas de produto do Google 26%, InfinitePay 25%, PagBank 24%, iDinheiro 23% |
| ERP (400) | SAP 33%, TOTVS 31%, Omie 18%, Oracle 15%, Bling 15% | YouTube 72%, SAP 45%, TOTVS 26%, Oracle 22%, Omie 19% |
| Imóvel (3.684) | Caixa 14%, ZAP 11%, Viva Real 9%, QuintoAndar 8%, Imovelweb 6% | YouTube 50%, Instagram 29%, QuintoAndar 18%, ZAP 11%, Facebook 10%, Caixa 10% |
| Curso de inglês (236) | Wizard 30%, Open English 24%, English Live 21%, Duolingo, CNA e CCAA 14% | YouTube 42%, Open English 25%, Wizard 22%, English Live 20%, Quero Bolsa 18% |
| Seguro auto (170) | Porto Seguro 38%, Tokio Marine 16%, Allianz 16%, Azul 12%, Youse 11% | YouTube 38%, Porto Seguro 33%, Minuto Seguros 26%, Instagram 16%, Pier 14% |
| Empilhadeira (457) | Toyota 12%, Hyster 9%, Jungheinrich 7%, Paletrans 7%, Clark 6% | Páginas de produto do Google 22%, Baloc 9%, Galpão das Máquinas 8%, loja da Jungheinrich 6% |
| Tênis de corrida (405) | Olympikus 58%, Adidas 46%, Nike 44%, Asics 43%, Mizuno 26% | Páginas de produto do Google 75%, YouTube 52%, Instagram 41%, Netshoes 40%, Centauro 33% |
| Loja virtual (218) | Nuvemshop 34%, Loja Integrada 18%, Wix 17%, Mercado Livre 12%, Yampi 7% | YouTube 48%, Nuvemshop 39%, Wix 23%, InfinitePay 16%, Loggi 14% |
| Contabilidade (1.557) | Contabilizei 4%, Omie 2%, Agilize 2% | YouTube 63%, Instagram 16%, Quero Bolsa 15%, Contabilizei 12%, Conselho Federal de Contabilidade 10% |
O YouTube tem presença elevada em vários temas desse recorte, o que justifica verificar se vídeos também aparecem nas perguntas de compra relevantes para a empresa. Em contabilidade, a maioria das perguntas com o tema trata de curso, carreira e conceito, e o domínio da Contabilizei está presente em 12% das respostas. Esse exemplo mostra por que o tema, sozinho, não identifica intenção comercial. A decisão de produzir vídeo, fortalecer um diretório ou revisar o site deve partir das perguntas que antecedem a compra no mercado atendido.
Variação entre rodadas
Na repetição desse recorte, boa parte das marcas reapareceu, enquanto concorrentes, ordem e fontes variaram. A medição de presença precisa reunir várias perguntas, manter o ambiente de coleta e repetir observações ao longo do tempo. O capítulo “Share of Model” transforma esses cuidados em um protocolo de trabalho.
O que os estudos internacionais mostram
No levantamento de 40 perguntas da TRIWI, sem marca no enunciado, sites de empresas do setor representaram quase metade das fontes. As demais vieram de intermediários, imprensa, governo e outras categorias. A diferença de perguntas, plataformas e classificação ajuda a interpretar os contrastes entre estudos. Para orientar o trabalho, vale examinar em conjunto as páginas próprias e as páginas de terceiros citadas nas perguntas do negócio.
Leitura para o decisor
Quatro decisões de trabalho saem dos recortes. Primeira: medir cada plataforma separadamente, porque as listas de marcas e fontes diferem. Segunda: observar presença, descrição e fontes em várias rodadas, em vez de tratar a ordem de uma lista como posição fixa. Terceira: usar o perfil de fontes das perguntas selecionadas para investigar onde a empresa pode melhorar sua informação: no site, em comparadores, na imprensa especializada ou em registros e diretórios. Quarta: testar a relevância de vídeo e redes sociais nas perguntas do negócio antes de definir o investimento nesses formatos. A pesquisa oferece hipóteses e prioridades iniciais; o diagnóstico da empresa confirma quais se aplicam ao seu público.
Limites dos recortes: as 40 perguntas foram selecionadas e não constituem uma estimativa nacional; as respostas variam por dia, conta e redação; as APIs de Gemini, Perplexity e Claude não têm localização nem dispositivo e podem diferir dos aplicativos que o consumidor usa; quase todos os AI Overviews da coleta carregaram as fontes depois da captura, por isso a análise de domínios do Google utiliza a base agregada, com outros temas, intenções e períodos; nessa base, presença de domínio entre fontes ou resultados consultados é uma medida distinta de citação visível; 16 das 80 páginas do Bing vieram com resultados sem relação com a pergunta e foram descartadas na comparação; AI Mode, Meta AI e Copilot ficaram fora desta coleta; a lista de marcas e a classificação do tipo de fonte são editoriais, feitas por regra e conferidas à mão. A TRIWI atualiza o levantamento nas revisões deste guia, registrando a data e o recorte de cada edição.
↗ Na prática
- Comece com dez perguntas de compra do seu setor, sem a marca no enunciado, nas plataformas que o seu cliente usa. Registre o ambiente e repita a coleta conforme o protocolo do capítulo “Share of Model”.
- Para cada resposta, anote as marcas e classifique as fontes: sua, do concorrente, de intermediário, de imprensa, de governo. É o mapa de onde a sua marca precisa estar.
- Abra as fontes de terceiros que mais aparecem e veja se a sua empresa está nelas, e como está descrita.
- Se o seu setor tem intermediário forte, trate as páginas dele como parte da sua estratégia de presença, não como concorrência a ignorar.
Oito frentes de trabalho para a presença nas IAs
As plataformas não publicam integralmente os critérios de seleção das fontes. A TRIWI organiza o trabalho em oito frentes, apoiadas em documentação, pesquisas e observações de projetos. Elas têm níveis diferentes de evidência: requisitos documentados, como a elegibilidade de páginas nos recursos do Google; associações observadas, como a relação entre menções e visibilidade; e orientações editoriais, como responder com clareza no início de uma seção. Essa organização orienta prioridades e testes, sem transformar os oito itens em uma fórmula universal de citação.


As oito frentes
1. Acesso. Verificar se os sistemas relevantes conseguem recuperar o conteúdo das páginas, com as permissões adequadas e sem bloqueios involuntários. Disponibilizar a informação principal em HTML ajuda a atender diferentes formas de leitura; o comportamento varia por plataforma. Acesso é condição para uso direto daquele conteúdo, não prova de seleção nem de menção da marca.
2. Relevância para a subpergunta. Cobrir as dúvidas de compra do cliente, como critérios, comparação, custo e prazo, permite disputar buscas relacionadas à pergunta principal. Cada página deve atender uma intenção própria; variações da mesma dúvida podem ser respondidas em uma seção. A cobertura é definida pela utilidade, não pela quantidade de páginas.
3. Extração. Organizar respostas claras em seções com título informativo. Definições, listas e tabelas podem facilitar a leitura e o aproveitamento da informação. Responder perto do título é uma orientação editorial da TRIWI, não um requisito obrigatório de todas as IAs.
4. Verificação. Sustentar afirmações com evidências adequadas: dados com fonte e data, especificações, demonstrações, experiência documentada ou referências competentes. Pesquisas experimentais mostram efeitos em certos ambientes, sem comprovar um ganho universal de citação.
5. Confiança (E-E-A-T). Tornar identificáveis a empresa, os autores e sua experiência, com informações de contato, histórico e evidências verificáveis. E-E-A-T é uma referência do Google para qualidade; não é uma pontuação universal publicada pelos assistentes. Em temas de saúde, dinheiro e segurança, a revisão especializada é especialmente importante.
6. Entidade consistente. Manter nome, identidade, descrição factual e dados corretos no site e nos perfis relevantes. A redação pode se adaptar a cada canal, mas não deve contradizer o que a empresa é, oferece ou atende. Divergências exigem investigação porque podem favorecer confusões.
7. Corroboração. Identificar o que fontes independentes dizem sobre a marca no contexto do produto ou serviço. Comparativos, imprensa, diretórios e avaliações podem ajudar a verificar a empresa e ampliar os caminhos de descoberta. A associação entre menções e visibilidade orienta hipóteses; não demonstra que acumular menções produza citação automaticamente.
8. Atualidade. Revisar fatos que mudam, como condições comerciais, disponibilidade, funcionalidades e dados setoriais. Exibir datas verdadeiras de publicação e atualização ajuda o leitor a avaliar o contexto. Atualizar a informação tem valor; trocar a data sem revisão não cria uma vantagem garantida.
As oito frentes: evidência de execução, acompanhamento, prazo de trabalho e responsável
| Frente | Evidência de execução | Como acompanhar | Prazo de trabalho, conforme escopo | Responsável |
|---|---|---|---|---|
| 1. Acesso | Resposta de acesso válida, conteúdo principal entregue e ausência de bloqueio involuntário nas plataformas avaliadas | Log do servidor, regras da CDN e do firewall, teste com JavaScript desligado | Dias | Desenvolvimento, com especificação do SEO |
| 2. Relevância para a subpergunta | Uma resposta clara para cada pergunta da jornada, em páginas ligadas entre si | Mapa de subperguntas contra o conteúdo existente; posição para cada subpergunta | Semanas a meses | SEO e conteúdo |
| 3. Extração | Resposta nas primeiras linhas de cada seção; listas e tabelas onde há passos e comparações | Leitura das páginas principais; trechos citados nas respostas | Semanas | Conteúdo |
| 4. Verificação | Afirmações relevantes com prova adequada, origem e data quando aplicável | Conferência da evidência apresentada e de sua atualidade | Semanas a meses | Conteúdo e especialistas da empresa |
| 5. Confiança | Autor com página e credenciais; empresa identificável; avaliações recentes | Páginas de autor, avaliações por plataforma, domínios de referência | Meses | Marketing e especialistas |
| 6. Entidade consistente | Identidade e dados corretos e consistentes em site, dados estruturados e perfis | Auditoria de perfis e diretórios | Semanas | Marketing |
| 7. Corroboração | Presença nas listas, comparativos e matérias que as IAs citam para o tema | Fontes citadas nas respostas, com e sem a marca | Meses | Marketing e comunicação |
| 8. Atualidade | Datas visíveis; revisão periódica; menções recentes | Data da última revisão das páginas citadas | Contínuo | Conteúdo |
O que a pesquisa mostra
Os estudos ajudam a formular prioridades, mas não demonstram um único mecanismo válido para todas as plataformas. As quatro primeiras frentes organizam acesso, cobertura e qualidade da informação; as demais ajudam a conferir identidade, reputação e atualização. O efeito das mudanças deve ser acompanhado com o mesmo protocolo de medição, registrando também campanhas, alterações de produto e outras ações que possam influenciar o resultado.
O que não funciona
A lista de mitos é curta e vem do próprio Google. No guia de 2026 sobre os recursos de IA generativa, ele diz que não é preciso criar arquivos novos para IA, marcação especial ou versões em Markdown; que não há exigência de dividir o conteúdo em pedaços para a IA nem de escrever de um jeito específico para ela; e que criar conteúdo separado para cada variação possível de busca, com o objetivo de manipular o ranqueamento, viola a política contra abuso de conteúdo em escala (Google Search Central, guia de otimização para recursos de IA generativa, atualizado em julho de 2026). O mesmo guia põe a busca por menções inautênticas entre as táticas que não ajudam.
↗ Na prática
- Avalie as cinco páginas que mais vendem nas oito frentes, com evidência, e resolva primeiro os impedimentos confirmados de acesso e leitura.
- Sustente as afirmações importantes com a prova adequada: dado próprio, especificação, demonstração, experiência documentada ou fonte competente, com data quando relevante.
- Escreva a resposta nas primeiras linhas de cada seção e só depois o contexto.
- Procure a sua marca nas listas e comparativos que as IAs citam para o seu tema; se ela não está lá, o trabalho de autoridade começa por essas páginas.
Conteúdo citável
Conteúdo citável é o que uma IA consegue extrair, verificar e atribuir. Não é um formato novo nem um texto “para robôs”: é a disciplina de escrever para quem pergunta, com uma estrutura que permite ler um trecho sem precisar do resto. O que serve à IA serve ao leitor apressado, que é quase todo leitor, e o Google diz isso com todas as letras: não é preciso escrever de um jeito específico para a busca com IA generativa (Google, 2026).
A estrutura que a IA lê
A página abre com a resposta: uma definição ou afirmação direta em até 60 palavras, antes de qualquer argumento de venda. É uma orientação editorial da TRIWI, não um requisito das plataformas, e funciona porque uma resposta direta facilita a compreensão e pode tornar a informação mais simples de identificar e reutilizar. Os títulos são as perguntas que o cliente faz, com as palavras dele. Cada seção trata de uma ideia e se sustenta sozinha. Listas para passos e critérios, tabelas para comparações, parágrafos curtos para o resto. Perguntas frequentes no fim, datas visíveis e um autor com nome, cargo e página própria.


As páginas-resposta
Cada estágio da jornada tem uma pergunta, e cada pergunta pede uma resposta clara em algum lugar do site. “O que é X” pede definição e contexto. “Como escolher X” pede critérios. “X ou Y” pede comparativo honesto, com os casos em que a alternativa é melhor. “Quanto custa X” pede faixas de valor e o que faz o valor mudar. “X vale a pena” pede dados e exemplos. “Erros ao contratar X” pede experiência. Na pilarização e pulverização, a página pilar cobre o tema inteiro e as páginas de apoio aprofundam as perguntas que pedem espaço próprio, todas ligadas entre si.
O cuidado é não confundir cobertura com volume. O Google trata como abuso de conteúdo em escala criar conteúdo separado para cada variação possível de busca com o objetivo de manipular o ranqueamento, e isso inclui fabricar páginas para as subperguntas que a IA faz (Google Search Central, 2026). A regra prática: uma página nova existe quando a pergunta tem intenção própria e merece uma resposta completa; quando é uma variação da mesma dúvida, ela entra como seção da página que já existe.
Perguntas da jornada, páginas que respondem e o trecho que a IA extrai (títulos ilustrativos)
| Pergunta da jornada | Formato da resposta | Bloco que a IA extrai | Exemplo de título |
|---|---|---|---|
| “O que é X” | Definição e contexto | Definição de até 60 palavras no topo | “O que é BPO financeiro e para que tipo de empresa serve” |
| “Como escolher X” | Critérios, cada um explicado em uma seção | Lista de critérios | “Como escolher um fornecedor de embalagens para a indústria de alimentos” |
| “Melhores X” e “X ou Y” | Comparativo honesto, com quando cada opção é melhor | Tabela comparativa | “ERP de mercado ou sistema próprio: o que funciona para uma indústria de médio porte” |
| “Quanto custa X” | Faixas de valor e o que faz o valor mudar | Tabela de faixas e fatores | “Quanto custa um seguro empresarial e o que muda o valor” |
| “X vale a pena” | Dados, exemplos e os casos em que não vale | Parágrafo com dado e fonte | “Consórcio de imóveis vale a pena? Quando sim e quando não” |
| “Erros ao contratar X” | Experiência de quem faz | Lista de erros com a correção | “Os erros mais comuns ao contratar uma contabilidade para transportadora” |
| “X é confiável” | Provas verificáveis: registro em órgão, certificações, avaliações, cases | Lista de provas, com links | “Como verificar se uma clínica de fisioterapia é regularizada” |
Uma página antes e depois
Antes: “Transforme sua empresa com soluções financeiras inovadoras e personalizadas. Nossa equipe oferece excelência, tecnologia e compromisso para levar seu negócio ao próximo nível.”
Depois: “BPO financeiro é a terceirização de rotinas como contas a pagar, contas a receber, conciliação bancária e relatórios de caixa. Para avaliar um fornecedor, confira quais tarefas estão incluídas, quem autoriza pagamentos, como os dados são protegidos e como os relatórios se integram à sua contabilidade.”
O que mudou no exemplo ilustrativo e por quê
| Mudança | Utilidade para o leitor | Prova que a página deve apresentar |
|---|---|---|
| Abertura define o serviço e cita tarefas | Permite entender a oferta sem interpretar slogans | Escopo real de serviços e exclusões |
| Critérios de escolha aparecem na resposta | Ajuda a comparar propostas | Descrição do processo e responsabilidades |
| Autorização de pagamentos é explicitada | Mostra uma decisão que o comprador precisa tomar | Fluxo de aprovação documentado |
| Integração e proteção de dados viram perguntas concretas | Facilita uma conversa técnica com o fornecedor | Integrações disponíveis e práticas documentadas, revisadas pela equipe responsável |
O texto revisado deve ser adaptado ao serviço efetivamente prestado. O próximo passo pode ser consultar o escopo completo e solicitar uma avaliação de aderência. A melhoria demonstrada é de clareza e utilidade; eventual efeito nas citações precisa ser medido.
Modelo de briefing de conteúdo
Ficha para copiar e preencher antes de produzir ou revisar uma página
Modelo para você preencher. As orientações nos campos mostram o que registrar. Copie a ficha em branco e preencha com os dados do seu projeto na sua planilha.
| Campo | Preenchimento |
|---|---|
| Pergunta do cliente e intenção de compra | A preencherEscreva a pergunta exata do cliente e a decisão de compra envolvida. |
| Público e situação a que a resposta se aplica | A preencherDescreva quem precisa da resposta e em qual contexto. |
| Página existente ou necessidade de página nova | A preencherInforme a URL a revisar ou o objetivo da nova página. |
| Resposta curta proposta | A preencherRedija uma resposta direta para abrir a página. |
| Prova disponível e fonte, com data quando aplicável | A preencherListe a prova disponível, a fonte e a data pertinente. |
| Limites, exceções e casos em que a oferta não atende | A preencherIndique restrições da oferta e situações em que ela não se aplica. |
| Próximo passo útil para o leitor | A preencherDefina a ação útil após a leitura e o destino correspondente. |
| Responsável técnico pela revisão | A preencherIdentifique quem pode verificar as informações técnicas. |
| Data de publicação ou revisão | A preencherAnote a data prevista ou a data real da última revisão. |
| Indicador e período de acompanhamento | A preencherDefina o indicador, a fonte de medição e o período de análise. |
O que dificulta a leitura e reduz o valor do conteúdo
Conteúdo raso e genérico oferece pouca informação adicional. O Google classifica como spam a produção em escala feita para manipular o ranqueamento, e o guia de IA generativa de 2026 reforça essa regra. Informações disponíveis só em imagens sem alternativa textual, atrás de formulários ou dependentes de interações podem limitar o acesso por alguns sistemas. PDFs com texto acessível podem ser indexados; disponibilizar as informações essenciais também em HTML facilita navegação, atualização e leitura por diferentes plataformas.
IA na produção: o que a torna citável
Conteúdo produzido com apoio de IA pode ser citado, desde que traga o que a IA não tinha: dado próprio, experiência de quem faz, opinião fundamentada, revisão de especialista. O que decide não é a ferramenta, é a informação. Uma página que só reorganiza o que já está em todas as outras não tem por que ser a escolhida entre elas; uma página com o número que só a sua empresa tem, assinado por quem entende, tem.
↗ Na prática
- Reescreva o primeiro parágrafo das páginas principais como definição ou resposta direta, em até 60 palavras.
- Transforme títulos vagos em perguntas que o cliente faz: “Soluções” vira “Como funciona a gestão de frota com tag”.
- Para cada tema, liste as perguntas da jornada e confira onde cada uma é respondida; crie página nova só para a pergunta que tem intenção própria.
- Escolha a prova que sustenta a resposta: dado original quando disponível, especificação, demonstração, referência ou experiência documentada. Identifique quem revisou e quando.
Base técnica para IA
A base técnica do GEO é a do SEO com três perguntas a mais: os rastreadores das IAs conseguem entrar no site, ler as páginas e entender quem a empresa é? Uma falha pode impedir o uso direto daquele conteúdo mesmo quando o relatório de posições parece saudável. A marca ainda pode ser mencionada a partir de terceiros; acesso à página, indexação, citação do site e menção à empresa são etapas diferentes e precisam ser verificadas separadamente.
Os rastreadores e o que cada um faz
A maioria das empresas de IA separa os robôs por finalidade: busca, treinamento e acesso a pedido do usuário; no Google e na Microsoft, Googlebot e Bingbot alimentam os índices usados pela Busca e por recursos de IA. A decisão sobre cada finalidade é diferente, e confundi-las pode prejudicar a visibilidade sem corresponder à intenção de proteger o conteúdo.


Os rastreadores de IA, o que cada um faz e o efeito principal do bloqueio (documentação de Google, OpenAI, Anthropic, Perplexity, Meta e Microsoft, consultada em outubro de 2026)
| Rastreador | Empresa | O que faz | Efeito principal do bloqueio |
|---|---|---|---|
| Googlebot | Rastreamento para a Busca, que também alimenta AI Overviews e AI Mode | Impede o rastreamento e a atualização do conteúdo; bloquear no robots.txt não equivale a remover a URL do índice | |
| Google-Extended (um controle, não um robô) | Uso do conteúdo no treinamento e na ancoragem do Gemini | Restringe esses usos do conteúdo, sem efeito na Busca Google | |
| OAI-SearchBot | OpenAI | Páginas para a busca do ChatGPT | Prejudica a descoberta e o uso direto do conteúdo na busca; a marca pode ser mencionada por fontes de terceiros |
| GPTBot | OpenAI | Coleta de conteúdo para treinamento dos modelos | Impede novas coletas por esse robô conforme a regra; não desfaz treinamento já realizado |
| ChatGPT-User | OpenAI | Acesso a pedido do usuário | Segundo a OpenAI, as regras do robots.txt podem não se aplicar; um bloqueio no servidor ou na CDN pode impedir o acesso |
| OAI-AdsBot | OpenAI | Visita só as páginas enviadas como anúncio | Afeta a leitura dessas páginas para anúncios no ChatGPT |
| ClaudeBot | Anthropic | Coleta de conteúdo para treinamento dos modelos | Impede novas coletas por esse robô conforme a regra; não desfaz treinamento já realizado |
| Claude-SearchBot | Anthropic | Páginas para a busca do Claude | Prejudica a descoberta e o uso direto do conteúdo nas respostas com busca |
| Claude-User | Anthropic | Acesso a pedido do usuário | Impede a leitura pelo robô, que segue o robots.txt |
| PerplexityBot | Perplexity | Índice próprio do Perplexity | Prejudica a descoberta e o uso direto do conteúdo na busca; não impede toda menção à empresa |
| Perplexity-User | Perplexity | Acesso a pedido do usuário | Em geral ignora o robots.txt, segundo a empresa; um bloqueio no servidor ou na CDN pode impedir o acesso |
| Meta-WebIndexer | Meta | Resultados de busca da Meta AI | Prejudica a descoberta e a atualização do conteúdo para a busca da Meta AI |
| Meta-ExternalAgent | Meta | Treinamento e indexação | Restringe novas coletas por esse robô para treinamento e indexação de produtos da Meta |
| Meta-ExternalFetcher | Meta | Acesso a pedido do usuário | Pode ignorar o robots.txt, segundo a Meta; um bloqueio no servidor ou na CDN pode impedir o acesso |
| Bingbot | Microsoft | Rastreamento para o Bing, cujo índice também é usado pelo Copilot | Prejudica o rastreamento e a atualização do conteúdo no Bing, com possíveis efeitos no uso pelo Copilot; não equivale a remoção imediata do índice |
A regra que a TRIWI aplica: bloquear treinamento é decisão de negócio, tomada com o jurídico, porque envolve o uso do conteúdo; bloquear busca é decisão de visibilidade. As regras de Google-Extended e Meta-ExternalAgent exigem atenção porque também alcançam usos além do treinamento. Nos acessos a pedido do usuário, o robots.txt nem sempre é seguido: se a empresa precisa impedir tecnicamente o acesso, a barreira deve estar no servidor ou na CDN.
O robots.txt orienta rastreamento; ele não é um comando universal de desindexação. Uma URL bloqueada pode continuar conhecida por links e aparecer no índice sem que o buscador consiga ler seu conteúdo. No Google, retirar uma página do índice exige o mecanismo adequado, como noindex em uma página acessível ao rastreador. Já a participação nos recursos de IA generativa tem um controle próprio no Search Console. Cada decisão deve corresponder ao objetivo pretendido.
Bloqueio sem decisão
Boa parte dos bloqueios vem de uma regra padrão da CDN, de um firewall que trata todo robô como ameaça ou de um plugin de segurança. Os logs do servidor e da CDN mostram acessos e recusas, por isso são um ponto de partida importante. A ausência de registro, porém, exige investigação: pode faltar visita recente, descoberta da página ou cobertura do log, além de poder existir bloqueio.
O que conferir nos logs, como interpretar e qual teste fazer em seguida
| O que conferir | Onde | Como interpretar e confirmar |
|---|---|---|
| User-agents de IA nas últimas quatro semanas | Logs do servidor e da CDN | Identificam acessos registrados no período. Se um robô não aparece, conferir cobertura e retenção dos logs, descoberta das páginas, frequência de visita e possíveis bloqueios |
| Status por rastreador (200, 403, 429 e 5xx) | Logs e regras de infraestrutura | 200 indica resposta HTTP bem-sucedida, mas é preciso conferir o conteúdo recebido; 403 indica acesso recusado; 429, limite de requisições; 5xx, falha de servidor ou infraestrutura. Investigar a origem antes de atribuir a causa |
| Origem de uma recusa confirmada | robots.txt, regras da CDN, firewall de aplicação (WAF), plugin de segurança | Cada camada pode restringir o acesso. Identificar qual regra foi aplicada e repetir o teste após a correção |
| Páginas mais lidas por rastreador | Logs | Conferir se as páginas prioritárias recebem visitas. Ausência de visita no período, sozinha, não prova ausência no índice nem impossibilidade de citação |
| Autenticidade do robô | Faixas de IP ou mecanismos de verificação publicados pela empresa | O user-agent pode ser falsificado. Validar a origem antes de liberar acessos ou classificar a visita como sendo de uma IA |
| Conteúdo entregue | Resposta recebida pelo rastreador, inspeção do HTML e teste com JavaScript desligado | Verificar se há texto útil, seções principais, links e informações comerciais, em vez de apenas uma tela de desafio ou um carregador vazio. Simular o user-agent ajuda no diagnóstico, mas não comprova o comportamento real de todas as plataformas |
Leitura e entendimento
As capacidades de leitura e renderização variam entre plataformas. O Googlebot pode executar JavaScript, mas essa capacidade não deve ser presumida para todos os rastreadores de IA. Se o conteúdo principal só aparece após scripts, interação ou chamadas adicionais, vale conferir o que cada sistema recebe. Renderização no servidor ou pré-renderização pode tornar o texto essencial mais acessível; o teste deve verificar o conteúdo entregue, e não apenas a aparência no navegador.
Lentidão, falhas 5xx e redirecionamentos desnecessários podem dificultar a leitura e merecem correção. PDFs com texto acessível podem ser indexados e usados como fonte. Ainda assim, não deixe informações essenciais disponíveis apenas em PDF: uma versão HTML facilita navegação, atualização, vinculação e acesso por diferentes sistemas. Preserve o arquivo quando ele for útil, como uma ficha técnica para download, e trate documentos digitalizados, protegidos ou difíceis de extrair. Para imagens e vídeos, ofereça texto alternativo, descrição ou transcrição conforme o conteúdo, sem depender de uma capacidade de interpretação igual em todas as plataformas.
Dados estruturados
Os dados estruturados descrevem a entidade de forma legível por máquina: Organization (com sameAs para perfis oficiais da empresa), Article com autor e datas, Product com ofertas, frete e disponibilidade, LocalBusiness com endereço e horário, BreadcrumbList. O Google é claro: não são obrigatórios para a busca com IA generativa, e não existe marcação especial para ela (Google, 2026). Continuam úteis para os resultados ricos da Busca, para os produtos que aparecem nas respostas de compra e para que o texto visível e a marcação contem a mesma história. Use os tipos e as propriedades aplicáveis à página. O resultado enriquecido de perguntas frequentes deixou de aparecer no Google em 7 de maio de 2026 (Google Search Central): as perguntas frequentes continuam valendo como conteúdo, não como atalho de resultado.
llms.txt
O llms.txt, proposto em 2024, é um arquivo em Markdown na raiz do site com um resumo da empresa e links para as páginas que importam. O Google diz que não é preciso criar arquivos novos legíveis por máquina, arquivos de texto para IA, marcação ou Markdown para aparecer na Busca (Google, 2026), e nenhuma grande empresa de IA se comprometeu a ler o arquivo.
O arquivo pode organizar a visão do site, mas não garante citação. As prioridades técnicas continuam sendo acesso, indexação, canônicas, descoberta por links e sitemap, conteúdo legível e os controles de participação aplicáveis a cada plataforma.
↗ Na prática
- Leia os logs do servidor e da CDN do último mês, liste os rastreadores identificados e investigue as recusas, os limites de acesso e as lacunas de registro.
- Libere os rastreadores de busca nas páginas destinadas à descoberta pública; decida sobre treinamento considerando os usos cobertos por cada controle e registre a decisão.
- Confira o HTML e teste as páginas principais com JavaScript desligado como triagem. Se faltar informação essencial, valide a leitura pela plataforma relevante antes de definir a correção.
- Confirme no Search Console que o site está incluído no controle de IA generativa e cadastre o site no Bing Webmaster Tools. Se o relatório de IA generativa ainda não aparecer, confira a elegibilidade e a configuração: volume insuficiente de impressões também pode explicar a ausência do relatório.
- Use Organization, Article, Product ou outros tipos quando aplicáveis, com dados coerentes com o conteúdo visível. Se publicar um llms.txt, trate-o como mapa opcional.
Autoridade fora do site
A descrição da sua empresa nas respostas pode reunir informações do próprio site e de terceiros. Por isso, a autoridade fora do site integra o trabalho de SEO e GEO: avaliações, comparativos, imprensa e referências do setor ajudam a tornar a empresa conhecida e verificável. No levantamento de 40 perguntas da TRIWI, mais da metade das fontes citadas não era de empresas do setor. Na consulta à base agregada de AI Overviews, vídeo e redes sociais tiveram presença elevada entre fontes ou resultados consultados. Cada recorte ajuda a identificar lugares que merecem investigação.


Onde as IAs aprendem sobre marcas
As categorias abaixo oferecem caminhos de presença. Os percentuais dos assistentes se referem às páginas citadas nas 40 perguntas selecionadas. Os indicadores de AI Overview se referem à presença de domínios entre fontes ou resultados consultados na base agregada, em perguntas e períodos diferentes. Essas medidas não são pesos do algoritmo nem devem ser comparadas diretamente.
Categorias de presença, ocorrências observadas e ações possíveis (TRIWI, 40 perguntas selecionadas e consulta à base LLM Mentions da DataForSEO, outubro de 2026; base agregada com registros de agosto de 2025 a outubro de 2026)
| Categoria | Exemplos | Ocorrência observada e recorte | Ação possível |
|---|---|---|---|
| Listas, rankings e comparadores | “Melhores empresas de X”, rankings setoriais, comparadores de produto | 22% das fontes dos quatro assistentes, somados diretórios e corretoras; 40% no Claude | Presença pedida com argumento e dado, nunca comprada; informação completa para quem faz o ranking |
| Diretórios e marketplaces de serviço | Diretórios B2B, guias de bairro, plataformas de cotação | Única fonte comum às quatro IAs na pergunta sobre BPO financeiro | Perfil completo, categorias certas, avaliações |
| Imprensa e portais | Portais de notícias e de negócios, revistas e sites especializados | 12% das fontes dos assistentes; g1, Estadão e UOL presentes entre fontes ou resultados consultados em 1% a 2,5% das respostas da base de AI Overview | Dado próprio, entrevistas e artigos assinados em veículos que o cliente lê |
| Vídeo | YouTube | YouTube presente entre fontes ou resultados consultados em 49% das respostas da base de AI Overview; até 4% das fontes dos assistentes | Vídeos para perguntas em que o formato ajuda o comprador, com resposta clara e transcrição |
| Redes sociais | Instagram, Facebook, TikTok, LinkedIn | Domínios presentes entre fontes ou resultados consultados na base de AI Overview: Instagram em 32%, Facebook em 13%, TikTok em 8% e LinkedIn abaixo de 1% | Perfis completos da empresa e dos especialistas, com conteúdo que responde às perguntas do mercado |
| Fóruns e avaliações | Reddit, Reclame Aqui, Quora, plataformas de avaliação | Domínios presentes entre fontes ou resultados consultados na base de AI Overview: Reddit em 4,4% e Reclame Aqui em 0,9%; fóruns e avaliações com 1% das fontes dos assistentes | Participação real nas comunidades; resposta a toda reclamação; avaliação pedida a cada cliente |
| Governo, reguladores e entidades | gov.br, conselhos profissionais, agências reguladoras, associações | 7% das fontes dos assistentes; 22% no ChatGPT | Registro e dados corretos nos órgãos; selos e certificações reais e verificáveis |
| Wikipedia e bases abertas | Wikipedia, Wikidata, repositórios públicos | Wikipedia em português presente entre fontes ou resultados consultados em 12% das respostas da base de AI Overview | Notabilidade real, com fontes independentes; bases abertas com licença que exige citação |
| Empresas de outros setores | Blogs de fintechs, de plataformas e de softwares que respondem a perguntas vizinhas | 10% das fontes dos assistentes | Parcerias de conteúdo, coautoria, dados para quem já é citado |
A consulta brasileira mostra presença elevada de vídeo e redes sociais na base geral de AI Overviews, enquanto os estudos internacionais usam outras perguntas e formas de contagem. A prioridade de canais deve ser confirmada nas perguntas e plataformas relevantes para o comprador. LinkedIn, por exemplo, pode ser importante em um diagnóstico B2B mesmo com pouca presença na base geral consultada. O roteiro prático é abrir as fontes das perguntas de compra, identificar onde o público busca informação e escolher as frentes em que a empresa tem algo útil a acrescentar.
Cocitação e coocorrência
A presença da marca ao lado de um tema, em fontes relevantes e independentes, ajuda a formar associações verificáveis entre a empresa e sua área de atuação. Cocitação e coocorrência descrevem essas relações, mas não oferecem uma fórmula que garanta recomendação. Para o trabalho de autoridade, a TRIWI prioriza pertinência e contexto: uma comparação criteriosa publicada por quem conhece o setor pode ser mais útil ao comprador do que muitas referências sem relação com a oferta.
Como construir
Dados originais que a imprensa e as IAs possam citar com o seu nome: uma pesquisa, um índice do setor, um levantamento da própria operação. Entrevistas e artigos assinados em veículos que o seu cliente lê. Presença nas listas, rankings e comparativos relevantes, conquistada com informação verificável. Perfis completos, com dados consistentes nos diretórios. Vídeos que respondem às perguntas em que demonstração ou explicação visual ajuda. Autores com página própria e presença fora do site.
É bom convidar todos os clientes a avaliar a experiência. Para buscar melhores taxas de resposta, uma prioridade ainda maior no relacionamento é identificar os clientes satisfeitos e acompanhar pessoalmente o convite, aproveitando o momento em que a experiência positiva está recente. O convite deve chegar também aos demais clientes, sem selecionar quem pode avaliar, condicionar o atendimento à nota ou oferecer incentivos. Ouça as críticas e use o retorno para melhorar a operação.
A TRIWI faz isso com a própria marca. Publicou a base de conhecimento de SEO e Otimização para IAs como acervo aberto no GitHub, com 60 páginas em português, sob a licença CC BY 4.0, que permite o reuso, inclusive comercial, desde que a TRIWI seja citada como fonte; e mede todo mês quem as IAs citam para as perguntas do seu mercado. Relações públicas digitais (Digital PR) são isso: dar ao mercado motivos verificáveis para falar de você, em lugares que as IAs leem.
Em serviços locais, a autoridade passa pelo Perfil da Empresa no Google, pelos guias de bairro e pelas avaliações; em software, pelos comparadores e sites de avaliação; na indústria, pelos diretórios de fornecedores e pelas associações do setor; no varejo, pelas lojas e marketplaces que vendem o produto.
↗ Na prática
- Pergunte às IAs “quais são as melhores empresas de X no Brasil” e abra as fontes citadas: são a sua lista de alvos de relações públicas e de presença.
- Planeje dados originais que a empresa consiga sustentar e atualizar, com método, contexto e autoria.
- Padronize nome, descrição e dados da empresa em todos os perfis e complete o Perfil da Empresa no Google.
- Entre as perguntas prioritárias, escolha as que ganham com vídeo e confira se esse formato aparece nas fontes e nos hábitos do comprador. Comece por essas.
- Convide todos os clientes a avaliar. Acompanhe especialmente os satisfeitos para escolher um bom momento e melhorar a taxa de resposta, mantendo o convite aos demais e respondendo às críticas.
Share of Model: como medir presença, citação e sentimento
Share of Model é o acompanhamento que a TRIWI faz da participação de uma marca nas respostas das IAs. Para um conjunto fixo de perguntas relevantes para o negócio, ele registra se a marca é mencionada, se o seu site é citado, se há uma recomendação favorável, como a empresa é descrita e quais concorrentes aparecem, por plataforma. Essas dimensões se complementam, mas não devem ser reduzidas a uma porcentagem sem explicar o que foi contado.


Como montar a medição
As perguntas vêm da jornada do cliente e das conversas com vendas. Descoberta: “o que é X”, “como funciona X”. Consideração: “como escolher X”, “melhores empresas de X”, “X ou Y”. Decisão: “quanto custa X”, “X vale a pena”, “a empresa Z é confiável”. Mantenha dois grupos separados: perguntas sem marca, que medem presença espontânea, e perguntas com marca, que ajudam a avaliar descrição, reputação e comparação. Se o nome já está no enunciado, sua repetição na resposta não demonstra descoberta espontânea.
Defina a redação, as plataformas e as condições antes da primeira rodada. Registre produto ou API, modelo quando informado, modo de busca, idioma, localização quando configurável, data, horário e condições da sessão. Em consultas manuais, comece uma conversa nova e registre se há conta conectada e memória ou personalização ativa. Isso reduz diferenças evitáveis, mas não torna as respostas determinísticas. Quando uma condição mudar, anote a mudança no relatório e evite comparar os resultados como se a régua fosse idêntica.
Como ponto de partida operacional, a TRIWI recomenda três coletas de cada pergunta, em momentos distintos da mesma janela mensal, com o mesmo protocolo. O número pode ser ajustado ao orçamento, desde que permaneça explícito e estável. Repetir ajuda a observar a variação; três coletas não tornam a amostra representativa de todos os usuários. Planeje a mesma quantidade de repetições por pergunta e plataforma e informe as falhas que não puderam ser refeitas.
As medidas e seus denominadores
Como calcular a presença da marca e do site, por plataforma, grupo de perguntas e período
| Medida | Cálculo | O que a medida permite dizer |
|---|---|---|
| Taxa de menção da marca | Respostas válidas que mencionam a marca ÷ respostas válidas analisadas × 100 | Em que parcela das respostas a marca foi nomeada |
| Taxa de citação do site | Respostas válidas com pelo menos um link de fonte para um domínio da marca ÷ respostas válidas analisadas × 100 | Em que parcela das respostas o site apareceu como fonte |
| Taxa de recomendação favorável | Respostas válidas que recomendam a marca para a necessidade apresentada ÷ respostas válidas analisadas × 100 | Em que parcela das respostas houve recomendação, conforme um critério definido antes da coleta |
| Descrição correta | Respostas com menção e descrição verificável correta ÷ respostas com menção e descrição verificável × 100 | Com que frequência as informações sobre a empresa estavam corretas; registrar também descrições inconclusivas ou sem informação suficiente |
Uma marca conta uma vez por resposta em cada medida, mesmo quando o nome ou o link aparece várias vezes. Defina previamente os nomes alternativos, produtos e domínios que pertencem à empresa, sem juntar marcas distintas apenas porque são do mesmo grupo. Uma resposta pode mencionar ou recomendar várias empresas: suas taxas não precisam somar 100%. Essas taxas também não equivalem à participação relativa da marca no total de menções dos concorrentes. Se usar essa outra medida, publique sua fórmula e o conjunto de concorrentes.
Registre sempre o número junto da porcentagem: “marca mencionada em 9 de 20 respostas, 45%”. Considere válida a resposta efetivamente recebida e legível para a pergunta, inclusive quando ela apresenta critérios gerais e não menciona nenhuma empresa. Falha técnica, resposta truncada e coleta incompleta ficam fora do denominador e aparecem em uma contagem separada. Recusas completas são respostas válidas do produto: mantenha-as no denominador, identifique-as e classifique as menções pelo texto efetivamente recebido. Assim, a recusa não desaparece do retrato da plataforma.
No Google, uma busca capturada corretamente sem AI Overview é uma observação válida de ausência desse recurso, não uma falha de coleta. Separe frequência do AI Overview, calculada sobre as buscas capturadas, de menção ou citação dentro dos resumos, calculada sobre os resumos efetivamente exibidos e capturados. Mostre ambos os denominadores. Uma taxa de 50% de presença em quatro resumos não equivale a presença em metade de vinte buscas.
Ficha de medição de Share of Model, para copiar e preencher uma vez por resposta
| Campo | O que registrar | Registro |
|---|---|---|
| Identificação e pergunta | Código da pergunta, redação exata e número da repetição | |
| Jornada e grupo | Descoberta, consideração ou decisão; com marca ou sem marca | |
| Ambiente | Plataforma, produto ou API, modelo quando informado, modo de busca, idioma e localização quando configurável | |
| Sessão e data | Conta conectada ou não, memória/personalização quando conhecidas, conversa nova, data e horário | |
| Estado da coleta | Resposta válida, recusa, falha técnica ou captura incompleta; no Google, registrar também se houve AI Overview | |
| Registro da resposta | Texto ou captura, quando possível, para conferir a classificação depois | |
| Marca mencionada | Sim ou não; nome exato que apareceu | |
| Recomendação | Favorável, desfavorável, sem recomendação ou inconclusiva; trecho que sustenta a classificação | |
| Ordem de aparição | Ordem em que o nome aparece; só tratar como ranking quando a resposta declarar uma classificação | |
| Descrição | Produto, público, área atendida e outros fatos verificáveis; correto, incorreto ou inconclusivo | |
| Site citado | Sim ou não; URLs efetivamente apresentadas como fontes, separadas de páginas apenas consultadas | |
| Outras fontes e concorrentes | Domínios citados, concorrentes mencionados e contexto | |
| Sentimento | Positivo, neutro, negativo ou inconclusivo, com o trecho correspondente | |
| Conferência | Nome de quem revisou os casos ambíguos e observações |
Como ler o resultado
Leia a tendência mensal por plataforma e por grupo de perguntas, junto dos números absolutos e da variação entre repetições. Menção não significa recomendação, link não significa descrição correta e uma opinião negativa não é necessariamente um erro factual. Compare os concorrentes com as mesmas perguntas e condições. Ao acrescentar perguntas novas, acompanhe a nova seleção à parte até formar uma linha de base comparável.
A leitura das fontes orienta o trabalho seguinte: quais páginas próprias respondem às perguntas, quais terceiros aparecem e como descrevem a empresa. Se houver informação incorreta, confira a origem e corrija os fatos no próprio site ou solicite a correção ao terceiro. Quando a resposta não mostra fontes, registre essa limitação; não é possível deduzir a origem do erro apenas pelo texto produzido.
O que anda junto
O Share of Model se lê ao lado de outras medidas. Separe a visibilidade observada nas respostas, as visitas e conversões com origem identificável e os sinais de possível influência. Cada grupo responde a uma pergunta diferente.
O que medir junto com o Share of Model
| Medida | O que mostra | Ferramenta | Frequência |
|---|---|---|---|
| Share of Model | Menção, citação, recomendação e descrição nas respostas coletadas, por plataforma | Medição própria ou ferramentas de mercado | Mensal |
| Tráfego identificável do canal IA | Visitas com origem reconhecível em chatgpt.com, perplexity.ai, gemini.google.com, copilot.microsoft.com e claude.ai | GA4, com um grupo de canais “IA” | Mensal |
| Conversão atribuída ao canal IA | Leads e pedidos associados a essas visitas, conforme o critério de atribuição adotado | GA4 e CRM, com a origem gravada no lead | Mensal |
| Impressões nas respostas de IA do Google | Exibições de links para páginas nos AI Overviews e no AI Mode | Search Console, relatório de desempenho de IA generativa, quando disponível | Mensal |
| Citações no Copilot | Páginas citadas e participação de citação por consulta de ancoragem | Bing Webmaster Tools | Mensal |
| Busca pela marca e relato do cliente | Sinais de interesse e de possível influência das IAs, que também podem resultar de outros canais | Search Console, Google Trends e pergunta de origem no CRM | Trimestral |
Por isso, crescimento de busca pela marca é um sinal complementar, a ser lido junto de campanhas, eventos e outras ações do período. Defina a regra de atribuição de leads e vendas antes de comparar resultados e não some uma conversão direta com sua participação assistida como se fossem duas vendas. Ferramentas como Semrush, Ahrefs e DataForSEO medem menções e citações em escala, e a First Answer monitora a presença da marca nas principais plataformas (First Answer, 2026). A coleta precisa vir acompanhada de uma regra de leitura.
↗ Na prática
- Monte a lista com quem vende e separe perguntas com marca das sem marca.
- Defina as condições, as repetições e as regras de classificação antes da linha de base; use a ficha em cada coleta mensal.
- Apresente menção, citação e recomendação separadamente, com contagem absoluta e percentual.
- Acompanhe no GA4 e no CRM as visitas, os leads e os pedidos identificáveis do canal IA, sem atribuir automaticamente a ele todo crescimento da busca pela marca.
- Corrija descrições factualmente erradas nas fontes identificadas e registre quando não houver origem verificável.
GEO por modelo de negócio
A base do GEO é a mesma para qualquer empresa, mas a pergunta que o cliente faz à IA, o tipo de fonte que ela cita e o lugar onde a marca precisa estar mudam com o modelo de negócio. O levantamento da TRIWI mostra essa diferença em números: a parcela de fontes que são sites de empresas do setor vai de 56% em contabilidade e software a 30% no varejo, e em saúde os intermediários passam as operadoras.
GEO por modelo de negócio: hipóteses de trabalho a partir das 40 perguntas selecionadas (TRIWI, outubro de 2026; as fontes refletem a amostra, não uma estimativa de todo o setor)
| Modelo | Pergunta típica feita à IA | Fontes observadas na amostra | Frentes de presença a avaliar | Métrica principal |
|---|---|---|---|---|
| B2B de serviços (contabilidade, jurídico, BPO, consultoria) | “Quais as melhores empresas de X no Brasil?” | Sites das empresas (52% a 56% das fontes) e rankings e diretórios (23% a 28%) | Página por serviço e por segmento atendido, rankings e diretórios do setor, especialistas com perfil próprio | Share of Model nas perguntas de lista curta e pedidos de proposta |
| Indústria | “Quais os melhores fornecedores de X?” | Fabricantes, distribuidores e locadoras (55%), classificados e diretórios (23%) | Páginas por aplicação, ficha técnica indexável, distribuidores e diretórios de fornecedores | Citação por aplicação e oportunidades no CRM |
| Tecnologia e SaaS | “Qual o melhor software de X para Y?” | Sites dos fornecedores (56%) e blogs de empresas vizinhas (23%) | Página por caso de uso, comparativos honestos, comparadores e sites de avaliação | Share of Model por caso de uso e pedidos de demonstração |
| E-commerce e varejo | “Qual o melhor X e onde comprar?” | Imprensa especializada (32%), lojas e marcas (30%), comparadores (22%) | Feed de produto (o arquivo com os dados dos produtos) no Merchant Center, páginas de produto completas, lojas e marketplaces, avaliações e vídeos | Presença nas respostas de compra e pedidos |
| Serviços locais (saúde, educação, escritórios) | “Como escolher um X em São Paulo?” | Diretórios e guias de bairro, conselhos profissionais, sites que explicam os critérios | Perfil da Empresa no Google, guias locais, registro no conselho, página de critérios | Citação nas perguntas locais, ligações e agendamentos |
| Setores regulados (saúde suplementar, seguros, finanças) | “Qual o melhor plano, seguro ou conta para X?” | Intermediários (42% das fontes em saúde), reguladores e imprensa (36% em seguros); em finanças, os próprios bancos e fintechs (49%) | Páginas de produto claras, dados corretos nos reguladores (ANS, Susep, Banco Central), presença nas páginas dos intermediários | Share of Model nas perguntas de produto e leads qualificados |
B2B e indústria
No B2B, a lista curta de fornecedores se monta antes do primeiro contato, e a IA virou uma das ferramentas de quem monta a lista. Uma frente importante para disputar essas citações é ter, no site, a página que responde à pergunta do comprador técnico: por aplicação, por norma, por segmento atendido, com informações técnicas essenciais em HTML e, quando útil, ficha em PDF acessível para download. Fora do site, pesam os diretórios de fornecedores, as associações do setor e os distribuidores.
Tecnologia e SaaS
Nas quatro perguntas selecionadas de software e SaaS, sites de fornecedores foram a categoria mais citada, e blogs de empresas de áreas vizinhas também apareceram. Esse recorte sugere investigar páginas por caso de uso, como “CRM para pequenas empresas” ou “ERP para indústria de médio porte”, com comparação honesta e limites de aplicação. Comparadores e avaliações relevantes completam o diagnóstico do próprio negócio.
E-commerce e varejo
No varejo de produto, a marca mencionada pode ser a fabricante, enquanto o link leva a uma loja ou a uma avaliação. Na consulta da TRIWI à base de AI Overviews, páginas de produto do Google aparecem entre fontes ou resultados consultados em diferentes temas. Isso orienta a investigação de catálogo, conteúdo e distribuição, sem demonstrar isoladamente qual formato gerou uma citação.
Para a loja, o trabalho é o catálogo legível (feed de produto completo, página de produto com especificação, avaliação e disponibilidade); para a marca, é estar nas avaliações e nos comparativos que as IAs leem.
Serviços locais
Em clínicas, escolas, escritórios e prestadores locais, perguntas com cidade ou bairro ajudam a investigar quais fontes o sistema recupera. No exemplo de fisioterapia deste guia, apareceram o regulador, diretórios e páginas de clínicas. Uma frente de conteúdo é explicar critérios de escolha e como conferir credenciais. Perfis atualizados, informações corretas por unidade e avaliações acompanhadas integram o trabalho local de SEO e GEO.
Setores regulados
Em saúde suplementar e seguros, o comprador pede uma recomendação de produto, e a resposta é escrita com fontes de quem compara: corretoras, administradoras, comparadores, além dos reguladores e do ranking de reclamações. Em finanças, os sites de bancos e fintechs ainda são quase metade das fontes (49%), e o restante se divide entre imprensa e portais de finanças pessoais (16%), comparadores (13%), conteúdo de empresas de outros setores (13%), governo (7%) e vídeo (2%). No plano de saúde empresarial do capítulo “O que é GEO”, as quatro IAs concordaram em quatro operadoras (Amil, SulAmérica, Bradesco Saúde e Porto) e citaram quase só corretoras. Para a operadora, a seguradora ou o banco, o GEO tem duas frentes: a página própria que responde à pergunta de produto com clareza e dados (o que o intermediário faz hoje) e a presença correta nas páginas dos intermediários e nos dados públicos dos reguladores.
↗ Na prática
- Use a tabela como hipótese inicial e confira quais fontes aparecem nas perguntas de compra do seu negócio. Priorize por relevância para o comprador, presença observada e viabilidade de atuação.
- Para cada segmento ou aplicação que vende, confira se existe uma página própria, com a resposta nas primeiras linhas.
- Se o seu setor tem intermediário forte, liste os intermediários citados nas respostas e confira como a sua marca aparece em cada um.
- No varejo, trate o feed de produto como conteúdo: título, especificação, disponibilidade e avaliação completos.
Quanto tempo leva para ser citado
Como referência de planejamento da TRIWI, trabalha-se com primeiros sinais entre 3 e 6 meses e evolução do retorno entre 6 e 12 meses, conforme o ponto de partida, a concorrência e a execução. Essas faixas orientam recursos e revisões, sem garantir citação ou receita. É preciso separar os prazos das entregas, como corrigir acesso e publicar páginas, dos resultados que serão observados nas plataformas.
Os dois relógios
O primeiro é o da busca ao vivo. Quando a IA busca antes de responder, uma página pode ser citada dias ou semanas depois de entrar no índice, desde que ranqueie para a subpergunta e traga o trecho certo. É o relógio de curto prazo, e também o instável: as respostas mudam o tempo todo, e a página que entrou hoje pode sair amanhã se outra responder melhor.
O segundo é o do conhecimento aprendido pelos modelos. Sua atualização depende de decisões do provedor, dos dados utilizados e dos processos de treinamento. Não há um calendário que permita garantir a incorporação da marca, nem que ela continue sendo lembrada em versões futuras. Menções sem busca podem ser acompanhadas, mas não entram como entrega com prazo contratado.


O que acontece em cada fase
Marcos de execução e acompanhamento do GEO, ajustáveis ao diagnóstico
| Período de referência | Entregas previstas | O que verificar | O que medir |
|---|---|---|---|
| Mês 1 | Linha de base de Share of Model; diagnóstico de acesso (log, CDN, firewall), de entidade e de conteúdo | Lista priorizada do que impede a citação; bloqueios de rastreadores identificados no log | Share of Model inicial por plataforma; status de cada rastreador no log |
| Meses 2 e 3 | Implementações de maior escopo, páginas publicadas e revisão de perfis; bloqueios críticos tratados desde que identificados | Conteúdo entregue aos sistemas relevantes, indexação quando aplicável e eventuais citações | Taxas de menção e citação por plataforma; impressões registradas no Search Console |
| Meses 3 a 6 | Conteúdo revisado e plano de presença em terceiros em execução, conforme prioridades do setor | Se a presença evolui, oscila ou permanece estável após as entregas | Indicadores por plataforma e estágio; tráfego identificado como IA no GA4 |
| Meses 6 a 12 | Revisão da estratégia e expansão das frentes com evidência de utilidade | Evolução de presença, qualidade das descrições e oportunidades comerciais; necessidade de mudar prioridades | Comparação com concorrentes; leads e receita com origem identificável; sinais complementares de influência |
| Depois de 12 meses | Manutenção, novos temas e acompanhamento das mudanças das plataformas | Menções em novas versões, com ou sem busca quando verificável, sem prazo ou garantia de incorporação | Presença, citação, descrição e resultado de negócio pelo mesmo protocolo |
O que acelera e o que atrasa
Acelera: site que já ranqueia bem no Google e no Bing, rastreadores de busca liberados, conteúdo existente que só precisa ser reorganizado em respostas, dado próprio que ninguém mais tem e marca que já aparece nas listas e comparativos do setor.
Atrasa: rastreador bloqueado sem ninguém saber, conteúdo carregado só por JavaScript, dados da empresa divergentes entre o site e os perfis, mercado dominado por intermediários em que a marca não aparece, domínio novo e a falta de qualquer menção fora do site. No exemplo ilustrativo do capítulo “Base técnica para IA”, seis semanas depois da liberação dos rastreadores a marca já aparecia em 5 das 20 perguntas no Perplexity e em 3 no ChatGPT. O exemplo ilustra o acompanhamento após uma correção e não estabelece um prazo esperado para outras empresas.
Quando GEO não é a prioridade agora
- O site não indexa ou não ranqueia para nada: o primeiro passo é o SEO de base, porque a IA cita o que os índices devolvem.
- A categoria é nova e ninguém pergunta por ela: primeiro se cria a demanda (imprensa, eventos, comunidade, conteúdo em redes); a citação vem quando a pergunta existir.
- O horizonte é o próximo trimestre: anúncios resolvem o curto prazo, inclusive dentro das IAs; o GEO entra para o que se repete.
- Não há quem implemente: sem horas de desenvolvimento e sem dono do conteúdo, nada do que é especificado chega ao índice.
Nenhum desses casos significa que GEO não funciona para a empresa; significa que a ordem certa começa por outro passo.
↗ Na prática
- Separe prazos de implementação de metas de resultado. Acompanhe citações em busca ao vivo e descrições da marca sem contratar um prazo de entrada na memória dos modelos.
- Combine marcos por fase com quem faz o trabalho e cobre cada um no prazo.
- Compare trimestre com trimestre, por plataforma, e nunca uma rodada isolada.
- Guarde a linha de base do mês 1: sem ela, ninguém prova o resultado no mês 12.
Anúncios, compras e agentes nas IAs
Três coisas novas apareceram ao redor das respostas das IAs, e o decisor precisa separá-las da citação: os anúncios, que se compram; as compras dentro da conversa, que se preparam com catálogo e feed; e os agentes, que navegam e agem pelo usuário e precisam de um site legível por máquina. A citação continua sendo conquistada: ao contrário do anúncio, nenhuma plataforma a vende.
Anúncios: o que se compra
No Google, no Brasil, os anúncios aparecem acima ou abaixo do AI Overview, nunca dentro dele; dentro do resumo, só em inglês e em 12 países (Google Ads, ajuda sobre anúncios e AI Overviews, outubro de 2026). No ChatGPT, os anúncios chegaram ao Brasil em 11 de agosto de 2026, nos planos Free e Go, sempre marcados como patrocinados e separados da resposta, e em setembro já estavam em mais de 60 países (OpenAI, 2026). O Perplexity está encerrando o programa de anúncios até o fim de 2026, citando a confiança dos usuários (Financial Times, via Campaign, fevereiro de 2026).
O custo do clique pago nas buscas equivalentes às perguntas do levantamento e a presença do AI Overview (volumes e CPC: Google Ads via DataForSEO, Brasil, média de outubro de 2025 a setembro de 2026; AI Overview: TRIWI, pergunta equivalente do levantamento, 20 de outubro de 2026)
| Busca | Buscas por mês | CPC médio | A pergunta equivalente abriu com AI Overview (celular / desktop) |
|---|---|---|---|
| maquininha de cartão | 27.100 | R$ 17,46 | Sim / sim |
| conta pj | 9.900 | R$ 14,38 | Sim / sim |
| contabilidade online | 8.100 | R$ 7,47 | Sim / sim |
| plano de saúde empresarial | 3.600 | R$ 6,90 | Sim / sim |
| seguro residencial | 14.800 | R$ 6,40 | Sim / sim |
| seguro auto | 12.100 | R$ 4,90 | Sim / sim |
| erp para indústria | 260 | R$ 31,66 | Sim / sim |
| plataforma de treinamento corporativo | 140 | R$ 37,97 | Sim / sim |
| contabilidade para clínica médica | 50 | R$ 17,58 | Sim / não |
| crm para pequenas empresas | 170 | R$ 10,59 | Não / sim |
| advogado trabalhista | 60.500 | R$ 4,29 | Não / não |
Nas buscas de maior valor por clique, a pergunta de compra equivalente quase sempre abriu com um resumo de IA. Para a empresa que anuncia, isso muda a conta: o topo da página tem agora um espaço que não se compra por clique, e quem é citado nele aparece ao lado do anúncio, ou acima dele, sem pagar o lance.
O anúncio resolve o curto prazo e o teste: em uma semana se sabe que mensagem converte, e a página de destino precisa responder ao que a pessoa perguntou. O que ele não faz é entrar na resposta. A OpenAI separa os dois de propósito, e o Google também: o anúncio fica fora do texto que a IA escreve, e a fonte que a IA cita é escolhida pelo sistema.
Compras: o que se prepara
Para quem vende produto, a preparação é a mesma do SEO de e-commerce, com mais rigor: feed completo e atualizado (título, especificação, valor, frete, disponibilidade, avaliação), página de produto com as mesmas informações em texto e em dados estruturados, e políticas de troca e entrega acessíveis na página, ainda que também exista uma versão em PDF.
Agentes: o que precisa ser legível
Os agentes de IA navegam pelo usuário: pesquisam fornecedores, comparam, preenchem formulários e, no varejo, chegam a concluir compras. O mercado ainda está se acomodando: a OpenAI lançou o navegador Atlas em outubro de 2025 e o descontinuou em agosto de 2026, levando os recursos para o aplicativo do ChatGPT e para uma extensão de navegador (OpenAI, julho de 2026, via 9to5Mac); o Comet, navegador do Perplexity, é gratuito desde outubro de 2025 (Perplexity). A Cloudflare já separa, nos controles dos sites, os robôs de busca, de treinamento e de agentes, e a Meta declara um robô que busca páginas para ajudar a IA a completar tarefas para o usuário.
Para o agente, a página precisa ser legível por máquina do começo ao fim: dados estruturados de produto e de serviço completos (disponibilidade, condições, área de atendimento), políticas e prazos em texto, formulários e botões que funcionem sem JavaScript pesado. O que hoje serve ao Googlebot e ao ChatGPT servirá ao agente que contratar em nome do seu cliente.
O que se compra, o que se conquista e o que se prepara nas IAs
| O que é | Como funciona | O que a empresa faz | |
|---|---|---|---|
| Se compra | Anúncios no Google, acima e abaixo do AI Overview, e no ChatGPT | Leilão; marcado como patrocinado e separado da resposta | Campanhas com página de destino que responde à pergunta; OAI-AdsBot liberado nas páginas de anúncio do ChatGPT |
| Se conquista | Citação e menção nas respostas | O sistema escolhe as fontes; nenhuma plataforma vende a escolha | SEO, conteúdo citável, base técnica e autoridade fora do site |
| Se prepara | Vitrine de produtos, compras e agentes | Feeds de produto, protocolos de checkout, agentes que navegam e agem | Feed completo no Merchant Center e nos catálogos das IAs; dados estruturados; políticas em texto; formulários que funcionam sem JavaScript pesado |
↗ Na prática
- Se anuncia no Google, confira as buscas em que o AI Overview aparece acima do anúncio: a citação ali vale mais do que o lance.
- Se vende produto, revise o feed do Merchant Center e os dados estruturados de produto como se fossem a página de produto: são eles que montam a vitrine dentro da resposta do Google.
- Teste os seus formulários e o caminho de compra com JavaScript limitado: o agente que não consegue concluir desiste e vai ao concorrente.
- Separe no orçamento o que é aluguel (anúncio) e o que é patrimônio (SEO e GEO), e meça cada um pela própria régua.
Os erros que mais custam caro em GEO
Os erros de GEO que mais custam se repetem em empresas de todos os tamanhos e quase sempre têm o mesmo padrão: um sinal visível, um custo que ninguém contabiliza e uma correção que depende mais de decisão do que de execução. A lista abaixo é a que a TRIWI encontra com mais frequência nos diagnósticos de presença nas IAs.
1. Bloquear rastreadores pela CDN sem saber
Sinal: a marca não aparece nas respostas com busca, apesar de ranquear bem no Google; o log mostra erro 403 para OAI-SearchBot, Claude-SearchBot ou PerplexityBot. Custo: restringir o uso direto do conteúdo nas respostas com busca, mesmo quando a marca ainda é mencionada por terceiros. Correção: política de rastreadores por finalidade (busca, treinamento, usuário), revisão das regras da CDN e do firewall e conferência do log a cada trimestre.
2. Contratar GEO separado do SEO
Sinal: um fornecedor de “GEO” e outro de SEO, com relatórios que não conversam. Custo: relatório de citação sem indexação, conteúdo e autoridade por trás, e duas equipes disputando as mesmas páginas. Correção: Otimização para IAs como quarto pilar do mesmo plano de SEO, com um dono e uma meta de negócio.
3. Tratar o llms.txt como solução
Sinal: “já publicamos o llms.txt, agora é esperar”. Custo: tempo perdido com um arquivo que o Google diz não ser necessário e que, em 97% dos sites que o publicam, não teve nenhuma leitura em maio de 2026 (Ahrefs, junho de 2026). Correção: tratar o arquivo como mapa opcional e investir em acesso, conteúdo e autoridade.
4. Gerar conteúdo em escala sem revisão
Sinal: centenas de páginas publicadas em semanas, uma para cada variação de pergunta, sem autor e sem dado novo. Custo: o Google trata conteúdo em escala feito para manipular o ranqueamento como spam, inclusive páginas criadas para as subperguntas da IA, e as IAs não precisam citar quem só repete o que elas já sabem. Correção: menos páginas, cada uma com resposta clara, dado próprio, autoria e revisão de especialista.
5. Começar sem linha de base
Sinal: “queremos aparecer no ChatGPT”, sem saber em quantas perguntas a marca aparece hoje. Custo: impossível provar o resultado no mês 12 e impossível priorizar. Correção: Share of Model medido antes de qualquer mudança, com perguntas fixas, por plataforma.
6. Medir só no ChatGPT
Sinal: o relatório tem uma plataforma só. Custo: decisões tomadas sobre um retrato parcial; no levantamento da TRIWI, só 19% das marcas citadas em cada pergunta apareceram nas quatro IAs. Correção: medir nas plataformas que o cliente usa, inclusive o AI Overview do Google, e ler cada uma separadamente.
7. Ignorar vídeo, redes sociais e comunidades
Sinal: a empresa ignora formatos e canais que aparecem com frequência nas perguntas de compra do seu mercado. Custo: oportunidades relevantes de presença deixam de ser trabalhadas. A base geral de AI Overviews da TRIWI mostra presença elevada de YouTube e Instagram entre fontes ou resultados consultados, mas não determina a prioridade de todo setor. Correção: verificar as fontes das perguntas-alvo e produzir conteúdo adequado onde houver relevância para o comprador, com perfis completos e participação real.
8. Deixar os dados da empresa divergentes
Sinal: nome, descrição, endereço ou telefone diferentes entre o site, os dados estruturados, o LinkedIn, o Perfil da Empresa no Google e os diretórios. Custo: a IA não tem certeza de quem é a empresa, e a dúvida vira omissão ou descrição errada. Correção: uma ficha única da entidade, aplicada em todos os perfis e conferida a cada semestre.
9. Deixar informações essenciais difíceis de acessar
Sinal: informações essenciais disponíveis apenas em arquivo difícil de extrair, imagem sem alternativa textual ou interação que o sistema consultado não consegue executar. Custo: limitar o acesso e a atualização da informação. Correção: disponibilizar o conteúdo principal em HTML, conferir a leitura real e manter PDFs textuais acessíveis quando úteis. O formato PDF, por si só, não impede indexação ou uso como fonte.
10. Abandonar o SEO para "fazer GEO"
Sinal: verba e equipe tiradas do SEO para “otimizar para IA”. Custo: as IAs citam o que os índices devolvem; quem perde posição perde as duas coisas. Correção: GEO como pilar do SEO, não como substituto.
11. Avaliar o trabalho por um prazo fixo ou uma resposta isolada
Sinal: decidir apenas por uma resposta ou manter o plano indefinidamente porque “a IA precisa de tempo”. Custo: interromper um trabalho que avança ou prolongar ações sem evidência de utilidade. Correção: marcos de entrega combinados, medição mensal e revisão trimestral das hipóteses e prioridades, considerando o ponto de partida.
12. Comprar menções e avaliações
Sinal: proposta de “pacote de menções em IA”, redes de blogs, avaliações compradas. Custo: de dinheiro jogado fora à penalidade que tira o site da Busca; a menção isolada, sem corroboração, não vira resposta. Correção: presença conquistada com dado, argumento e relacionamento com quem publica no setor.
Os mitos que sustentam esses erros
Mitos de GEO e o que vale em 2026
| Mito | O que vale |
|---|---|
| “GEO substitui o SEO” | As IAs citam o que os índices devolvem, e o próprio Google diz que otimizar para a busca com IA generativa ainda é SEO (2026) |
| “Basta publicar um llms.txt” | O Google diz que não é preciso criar arquivos para IA, e 97% dos sites que publicam o arquivo não tiveram nenhuma leitura dele em maio de 2026 (Ahrefs) |
| “A IA cita quem tem mais backlinks” | As menções da marca na web e no YouTube têm correlação maior com a visibilidade nas IAs do que os backlinks (Ahrefs, 2025) |
| “Dá para pagar para ser citado” | Dá para anunciar ao lado da resposta; a citação não se vende em nenhuma plataforma |
| “IA não cita empresa pequena” | Especialização, contexto local e respostas úteis podem criar oportunidades. O resultado experimental por posição de página não demonstra vantagem por porte de empresa; a presença precisa ser verificada nas perguntas do negócio |
| “É preciso reescrever o site para a IA” | O Google diz que não há exigência de escrever de um jeito específico nem de dividir o texto em pedaços para a IA |
| “Existe um schema que faz a IA citar” | Não há marcação especial para IA; os dados estruturados servem à Busca e aos produtos, sem garantia de citação |
| “O ChatGPT é a IA” | Cada plataforma cita marcas e fontes diferentes; só 19% das marcas citadas em cada pergunta apareceram nas quatro no levantamento da TRIWI |
↗ Na prática
- Passe a lista dos 12 erros com quem cuida do site, do conteúdo e do marketing e marque os que existem hoje. Dois ou três é o normal; cada um tem a correção indicada.
- Peça, antes de qualquer mudança de CDN, firewall, hospedagem ou plataforma, a confirmação de que os rastreadores de busca continuam liberados.
- Recuse qualquer proposta de GEO sem SEO, de menções compradas ou de conteúdo em escala sem revisão.
- Fixe a linha de base de Share of Model antes de mudar qualquer coisa.
Checklist de GEO
Este checklist organiza o diagnóstico de presença nas IAs em duas etapas. O decisor começa pelas perguntas do cliente, pelas respostas que recebe e pelas informações do próprio site. A equipe técnica valida acesso, leitura, indexação e medição com os acessos necessários. A triagem pode começar em uma tarde; a validação completa depende do tamanho do site, das permissões disponíveis e do que precisa ser investigado.
Você precisa de Search Console, GA4, Bing Webmaster Tools e, para os passos técnicos, de alguém que examine logs, CDN e firewall. Se um acesso não estiver disponível, marque “não verificado” e registre quem vai obtê-lo. A ausência de acesso não deve virar aprovação nem diagnóstico de falha.
Diagnóstico de GEO em 12 passos
| Passo | Onde | O que fazer | Como interpretar |
|---|---|---|---|
| 1. Linha de base nas IAs | Plataformas usadas pelo cliente | Selecione dez perguntas de compra sem marca e registre as respostas; complete a linha de base com as repetições do protocolo de Share of Model | Mostra a presença na amostra, por plataforma; a primeira coleta é uma triagem, não prova de tendência |
| 2. AI Overview | Google no celular e no desktop | Faça as mesmas perguntas e registre dispositivo, localização e condições da sessão, inclusive o uso de modo anônimo | Registre se houve resumo e quem apareceu; ausência de resumo é diferente de falha na captura, e o modo anônimo não elimina todo contexto |
| 3. Rastreadores | robots.txt, CDN, firewall e logs | Verifique acesso dos rastreadores relevantes, autenticidade dos acessos e conteúdo entregue nas páginas prioritárias | 403 indica acesso recusado a investigar; ausência no log pode decorrer de falta de visita ou de registros incompletos; 200 sozinho não comprova conteúdo legível |
| 4. Controle de IA do Google | Search Console | Confira a decisão de inclusão nos recursos de IA e o relatório de IA generativa, quando disponível | Exclusão é uma decisão a confirmar; ausência do relatório também pode ocorrer por volume insuficiente, e ausência de impressão no período não prova que a página nunca aparece |
| 5. Bing | Bing Webmaster Tools | Verifique indexação das páginas prioritárias e citações no Copilot | Problemas de indexação pedem investigação e podem limitar descoberta direta; a marca ainda pode ser mencionada por fontes de terceiros |
| 6. Conteúdo legível | Páginas que mais vendem e ferramentas de inspeção | Compare a página visível com o conteúdo entregue e use o teste sem JavaScript como triagem | Informação que some exige investigar renderização e acesso; confirme o que cada sistema recebe antes de concluir que ele não lê |
| 7. Resposta direta | Cinco páginas prioritárias | Confira se o leitor encontra facilmente a resposta, os critérios e a prova | Clareza é uma oportunidade editorial; resposta no início não é garantia de citação |
| 8. Subperguntas | Jornada de produtos e serviços | Procure respostas para critérios, comparação, custo, prazo e reputação | Priorize lacunas relevantes para a compra; variações da mesma dúvida podem caber na página existente |
| 9. Entidade | Site, dados estruturados e perfis | Compare nome, serviços, endereços, contatos e relações entre marcas | Corrija conflitos factuais, preservando diferenças legítimas entre unidades, produtos e marcas |
| 10. Fontes de terceiros | Fontes efetivamente citadas na coleta | Veja onde a empresa aparece, como é descrita e que informações faltam | Forme uma lista de oportunidades por relevância e qualidade, sem presumir que toda fonte citada merece investimento |
| 11. Vídeo e redes | Canais relevantes nas perguntas do setor | Confira quais formatos e plataformas aparecem para o comprador | Priorize os canais sustentados pela coleta do negócio; ausência de vídeo, isoladamente, não comprova impedimento de presença nas IAs |
| 12. Medição | GA4 e CRM | Confira origem das visitas, eventos, leads, vendas e regra de atribuição | Lacunas dificultam avaliar resultado; não demonstram ausência de influência ou de citações |
Como ler o resultado
Classifique cada passo como verificado, problema, não verificado ou não se aplica, com uma evidência e uma justificativa. “Verificado” significa que o critério foi atendido nas páginas e plataformas examinadas, na data registrada. “Não se aplica” exige uma razão explícita e não conta como ponto ganho.
Primeiro resolva os impedimentos de acesso, elegibilidade e leitura nas plataformas prioritárias, observados nos passos 3 a 6. Uma falha confirmada nessas condições não é compensada por bons títulos, perfis completos ou vídeos. Em paralelo, resolva as lacunas de medição, nos passos 1 e 12: elas não impedem a marca de aparecer, mas impedem avaliar o trabalho com confiança. Só então classifique as oportunidades de conteúdo, entidade e autoridade por relevância para o negócio, esforço e dependências. Não há uma nota única que transforme esses problemas diferentes em uma base aprovada.
Registro de diagnóstico, para copiar e preencher para cada passo ou página
Modelo para você preencher. As orientações nos campos mostram o que registrar. Copie a ficha em branco e preencha com os dados do seu projeto na sua planilha.
| Campo | Preencher | Registro |
|---|---|---|
| Passo, página e plataforma | Qual item foi examinado, em qual URL e para qual plataforma | A preencherAnote o passo, a URL e a plataforma analisada. |
| Estado | Verificado, problema, não verificado ou não se aplica | A preencherEscolha um dos quatro estados indicados ao lado. |
| Evidência e data | Registro observado, data e alcance da verificação | A preencherAdicione a evidência, a data e o alcance da verificação. |
| Impacto | Impedimento de acesso/leitura, lacuna de medição ou oportunidade | A preencherRegistre o impacto confirmado e sua justificativa. |
| Próxima ação | O que será feito ou qual teste falta para concluir | A preencherDescreva a correção ou a verificação seguinte. |
| Responsável e prazo | Quem executa e quando entrega | A preencherInforme o nome do responsável e a data de entrega. |
| Critério de conclusão | Evidência necessária para considerar a ação resolvida | A preencherDefina como será comprovada a resolução. |
↗ Na prática
- Comece pela triagem das perguntas e páginas prioritárias e marque o que ainda depende de validação técnica.
- Dê prioridade aos impedimentos confirmados e às lacunas de medição; não use a soma de itens para escondê-los.
- Guarde o registro com data, evidência, responsável e critério de conclusão.
- Reavalie a estrutura a cada seis meses e depois de mudanças de site, CDN, firewall ou plataforma; mantenha a medição de presença mensal.
- Leve o diagnóstico para a conversa com quem executa o seu SEO com Otimização para IAs.
Os primeiros 90 dias
Os primeiros 90 dias organizam a linha de base, as prioridades e as primeiras entregas do SEO com Otimização para IAs. A execução pode ser planejada; a decisão de cada plataforma de citar uma página é observada. O roteiro abaixo permite cobrar entregas e avaliar sinais de evolução sem transformar o calendário em promessa de presença ou receita.


Entregas previstas nos primeiros 90 dias de GEO
| Período | Frente e responsável | Entregável | Critério de aceite e decisão seguinte |
|---|---|---|---|
| Semanas 1 e 2 | Medição, SEO e análise de dados, com vendas | Perguntas e protocolo definidos; linha de base por plataforma; configuração de origem e conversão no GA4 e no CRM | Perguntas com e sem marca separadas, contagens e falhas registradas, eventos e origem conferidos; iniciar comparação mensal |
| Semanas 1 a 4 | Diagnóstico, SEO e desenvolvimento | Acesso, leitura, indexação, entidade e medição examinados nas páginas prioritárias; lista de impedimentos e oportunidades | Evidência, responsável e próxima ação em cada item; corrigir bloqueios críticos assim que confirmados, sem esperar o mês 2 |
| Fim do mês 1 | Monitoramento, SEO e análise de dados | Nova rodada comparável à linha de base, com as mesmas perguntas, condições e repetições | Mostrar diferenças, volume válido e mudanças do período; ajustar prioridades sem concluir tendência por um único movimento |
| Mês 2 | Técnica e entidade, desenvolvimento e marketing | Correções de maior escopo, conteúdo principal acessível, política de rastreadores por finalidade e dados da empresa consistentes | Conferir acesso e conteúdo recebido, verificar conflitos resolvidos e registrar pendências; liberar as páginas prioritárias para o trabalho editorial |
| Mês 2 | Estratégia, SEO, conteúdo e vendas | Mapa de perguntas por intenção, plano de páginas e fontes de terceiros e metas de negócio | Cada página nova tem intenção própria; prioridades ligadas à compra e responsáveis definidos |
| Fim do mês 2 | Monitoramento, SEO e análise de dados | Rodada mensal e relatório de execução, presença, tráfego identificável e conversões | Comparar com a linha de base e com o mês 1; investigar variações antes de atribuí-las às ações |
| Mês 3 | Conteúdo, especialistas e SEO | Páginas prioritárias publicadas com respostas claras, provas adequadas, autoria e revisão | Conteúdo acessível, correto e útil para a pergunta; acompanhar indexação e uso como fonte sem tratar publicação como garantia de citação |
| Mês 3 | Autoridade, marketing e comunicação | Perfis e diretórios revisados, convites para avaliações, contatos com fontes relevantes e formatos definidos para o setor | Registrar o que foi corrigido, publicado ou apenas proposto; priorizar os canais que aparecem nas perguntas do negócio |
| Fim do mês 3 | Revisão trimestral, SEO e responsável interno | Rodada mensal, síntese das entregas, evolução observada e plano do próximo trimestre | Separar falhas de execução, mudanças de plataforma e resultados; manter, ajustar ou interromper ações conforme evidências e prioridades |
O que a sua empresa precisa dar
Antes de começar, garanta as condições para executar e conferir o trabalho:
- Acesso à equipe responsável por CDN, firewall, hospedagem e logs, desde o diagnóstico inicial.
- Um responsável interno com autoridade para decidir prioridades entre SEO, campanhas e demandas do site.
- Acesso aos especialistas e aos vendedores, que conhecem as perguntas do cliente e validam o conteúdo.
- Provas que podem ser publicadas: dados da operação, demonstrações, especificações, pesquisas ou cases. A escolha depende do que ajuda a responder à pergunta com segurança.
- Prazos de aprovação de conteúdo e disponibilidade de desenvolvimento, registrados no plano.
- Acessos adequados ao Search Console, GA4, Bing Webmaster Tools, Perfil da Empresa no Google e CRM, com a origem das visitas e o critério de atribuição definidos.
Exemplo conduzido: do diagnóstico à citação em 12 meses
No mês 1, a equipe identifica um diretório, dois comparadores e o blog de um software entre as fontes citadas. Confirma também uma regra do firewall bloqueando o PerplexityBot e a corrige sem esperar a próxima fase. No mês 2, padroniza os dados da entidade, revisa páginas de serviço e organiza 60 subperguntas por intenção, sem criar uma página para cada variação. No mês 3, publica 12 páginas com provas da operação, como o tempo médio de fechamento por porte de cliente, e completa o perfil no diretório prioritário. A medição é repetida mensalmente desde a linha de base.
No cenário ilustrativo, a coleta equivalente do mês 6 mostra a marca em 21 de 125 respostas e o próprio site como fonte em 14; chegam 9 leads identificáveis do canal IA naquele mês. No mês 12, a presença chega a 44 de 125 respostas, a marca aparece em primeiro lugar em 6 das 25 perguntas no Perplexity e no AI Overview, e um levantamento próprio foi citado por dois portais. Esses números foram construídos para demonstrar a leitura, não são previsão para um projeto. A equipe acompanha também as demais campanhas e as condições das plataformas antes de atribuir a evolução às ações realizadas.
↗ Na prática
- Use a tabela como plano de entregas, com responsáveis e critérios de aceite.
- Defina a linha de base nas primeiras semanas, corrija impedimentos confirmados e mantenha as rodadas mensais.
- Registre alterações no site, campanhas e mudanças conhecidas nas plataformas ao lado dos indicadores.
- Faça a revisão trimestral das entregas e dos resultados observados antes de definir o plano seguinte.
- Participe da seleção das perguntas e das metas de negócio: são elas que dão direção ao SEO com Otimização para IAs.
Resultados do método
Contato Seguro, Sem Parar, Valid, Flexdoc, O Boticário, Polishop, Lupo, MAPFRE, John Deere, Pirelli e Tigre estão entre as marcas atendidas pela TRIWI.
Como a TRIWI faz Otimização para IAs
A TRIWI atua com SEO desde 2018 e integra a Otimização para IAs ao mesmo trabalho, com uma equipe de mais de 30 profissionais seniores e uma metodologia própria de 12 etapas e mais de 300 atividades, organizadas em cinco fases. SEO e GEO andam juntos, sem separação de estratégia: técnica, conteúdo, autoridade e presença nas IAs compartilham prioridades e metas de negócio. As etapas e atividades são o detalhe operacional de cada projeto; as cinco fases são o que o cliente acompanha.
Da estratégia da empresa à presença nas IAs
Começamos de cima: o objetivo da empresa (receita, margem, novos mercados) define a estratégia de marketing, que define quais perguntas a empresa precisa vencer no Google e nas IAs. É o que evita o erro de otimizar para a pergunta que todo mundo faz em vez da pergunta que antecede a compra. Priorizamos por retorno: quais perguntas, segmentos e plataformas têm mais chance de virar receita no menor prazo, e em qual ordem os quatro pilares precisam avançar.
As cinco fases
As cinco fases do método da TRIWI aplicadas à Otimização para IAs e o que o cliente recebe em cada uma
| Fase | O que acontece | O que o cliente recebe | Quando |
|---|---|---|---|
| Diagnóstico e auditoria | Linha de base de Share of Model nas principais IAs e no AI Overview, com as perguntas que o seu cliente faz; quem as IAs citam hoje no seu mercado e a partir de quais fontes; acesso dos rastreadores (log, CDN, firewall), renderização, dados estruturados e consistência da entidade | Linha de base e diagnóstico priorizado, nos quatro pilares | Primeiro mês |
| Definição estratégica | Perguntas-alvo por estágio da jornada e por segmento; mapa de subperguntas; arquitetura de páginas-resposta em pilarização e pulverização; plano de entidade e de autoridade com as fontes que as IAs consultam no seu tema; metas de negócio e de citação | Mapa de perguntas, plano trimestral e metas | Primeiro e segundo mês |
| Implementação | Técnica (rastreadores, renderização, dados estruturados, especificados para o seu time ou agência de desenvolvimento e validados por nós); conteúdo (páginas-resposta, comparativos, perguntas frequentes, dados próprios e autoria); autoridade (presença nas listas e comparativos que as IAs citam, diretórios, avaliações, vídeos e relações públicas digitais com dados originais) | Correções publicadas, páginas no ar, presença em fontes de terceiros | Do segundo mês em diante, contínua |
| Monitoramento | Share of Model por plataforma e por pergunta, citações, tráfego e conversão do canal IA no GA4, relatório de IA generativa do Search Console, citações no Bing Webmaster Tools, posições e receita | Dashboards (painéis de indicadores) com acesso do cliente e relatório mensal em linguagem de negócio | Toda semana; relatório mensal |
| Otimização | Ciclo PDCA (planejar, executar, checar, agir) mensal, com microcorreções constantes, revisão de prioridades a cada relatório e registro das mudanças do Google e das IAs que afetam o resultado | Plano do mês seguinte, com o que mudou e por quê | Todo mês |
Prazos, relatório e relação
O capítulo “Quanto tempo leva para ser citado” apresenta as faixas de planejamento da TRIWI: primeiros sinais entre 3 e 6 meses e evolução do retorno entre 6 e 12, condicionadas ao diagnóstico e à execução. SEO e GEO avançam no mesmo plano, com correções e conteúdos acompanhados pelo que foi entregue e pelo resultado observado. Citações em busca ao vivo podem surgir após descoberta e indexação; a incorporação de uma marca ao conhecimento aprendido pelos modelos não tem prazo garantido.
Relatório mensal em linguagem de negócio: leads, pedidos, receita influenciada e CAC, com Share of Model, posição e tráfego como apoio. Você tem acesso aos dashboards, sabe o que foi feito em cada atividade e por quê, e nunca fica sem resposta. Equipe sênior, dedicada ao projeto, trabalhando como extensão do seu time de marketing. Sem contrato de fidelidade: aviso prévio de 30 dias, sem multa, e todo o trabalho (conteúdo, páginas, dados, documentação) fica como propriedade da sua empresa.
Para quem é
Empresas que respondem por venda, lead e CAC e cujo cliente pesquisa e pergunta à IA antes de comprar: tecnologia e SaaS, e-commerce e varejo, serviços, saúde, jurídico e contábil, educação, imobiliário, seguros e consórcio, finanças e indústria, entre outros. Não é para quem precisa de resultado em 30 dias.
A frente comercial de Otimização para IAs da TRIWI está na página SEO para IA.
↗ Na prática
- Leve para a primeira conversa as cinco perguntas que o seu cliente faz antes de comprar e quem as IAs citam hoje para cada uma. Se fez o checklist deste guia, leve o resultado.
- Defina quem, do seu lado, responde pelo site, pela infraestrutura (CDN e firewall) e pelo conteúdo: o prazo depende deles tanto quanto de nós.
- Combine a meta de negócio antes da meta de citação.
Perguntas frequentes
GEO substitui o SEO?
Não. GEO é o quarto pilar do SEO na metodologia TRIWI. As frentes de técnica, conteúdo e autoridade sustentam o trabalho de descoberta e presença nas respostas, e o próprio Google mantém as boas práticas de SEO como referência para seus recursos generativos. O acompanhamento acrescenta perguntas conversacionais, fontes usadas pelas plataformas e indicadores de menção, citação e recomendação. SEO e GEO compartilham a mesma estratégia de negócio.
Preciso contratar GEO separado?
SEO e GEO andam juntos, sem separação de estratégia. Na TRIWI, a Otimização para IAs integra o diagnóstico, o plano, a implementação e o relatório mensal de SEO, com técnica, conteúdo e autoridade trabalhando para a descoberta nas buscas e a presença nas respostas. As plataformas têm mecanismos próprios de seleção, por isso acompanhamos suas diferenças dentro do mesmo trabalho. A contratação deve refletir essa integração, com prioridades compartilhadas, responsáveis e metas de negócio.
GEO funciona para empresa pequena ou local?
Pode funcionar para empresas pequenas e locais quando há perguntas relevantes para o negócio e capacidade de atender à intenção com conteúdo e informações confiáveis. Especialização e contexto local criam oportunidades que devem ser verificadas na prática. No exemplo observado de clínicas de fisioterapia, diretórios, o regulador e páginas de clínicas apareceram entre as fontes. Para começar, mantenha o Perfil da Empresa no Google completo, avaliações acompanhadas, páginas claras por serviço e presença nos diretórios pertinentes à região. O tamanho da empresa, sozinho, não determina o resultado.
GEO funciona para qualquer negócio?
GEO pode ser relevante em diferentes modelos de negócio quando o cliente usa busca e IA para pesquisar antes de comprar. O levantamento da TRIWI encontrou menções e fontes em dez setores, mas essa amostra não comprova retorno para toda empresa. A prioridade depende das perguntas do comprador, da presença observada nas plataformas, da base do site e da capacidade de execução. O capítulo “GEO por modelo de negócio” orienta esse diagnóstico.
Devo bloquear os rastreadores de IA para proteger o meu conteúdo?
Separe as decisões. Bloquear os rastreadores de treinamento (GPTBot e ClaudeBot) é decisão de negócio, tomada com o jurídico, e não afeta a presença nas buscas dessas IAs. Dois casos pedem mais cuidado: o Google-Extended também decide se o conteúdo é usado na ancoragem do app do Gemini, e o Meta-ExternalAgent também indexa conteúdo para produtos da Meta; bloqueá-los pode tirar a empresa dessas respostas, sem efeito na Busca do Google. Bloquear os de busca (OAI-SearchBot, Claude-SearchBot, PerplexityBot, Googlebot, Bingbot) pode prejudicar o acesso direto ao conteúdo. Isso não equivale automaticamente a desindexar páginas nem impede menções à marca por fontes de terceiros. Confira também a CDN e o firewall, que podem bloquear por padrão, e lembre que os acessos a pedido do usuário nem sempre seguem o robots.txt.
O llms.txt faz a IA citar o meu site?
Não. É um arquivo proposto em 2024, útil como mapa do que importa no site, mas o Google diz que não é preciso criar arquivos específicos para IA a fim de aparecer na Busca, nenhuma grande empresa de IA se comprometeu a lê-lo, e 97% dos sites que o publicam não tiveram nenhuma leitura dele em maio de 2026 (Ahrefs). A prioridade é trabalhar acesso, indexação quando aplicável, clareza, identidade e autoridade, acompanhando o que cada plataforma efetivamente utiliza.
Como sei quem a IA cita no meu mercado?
Fazendo, todo mês, as perguntas que o seu cliente faz, nas plataformas que ele usa, e registrando quem aparece, em que posição, com que descrição e a partir de quais fontes. É a medição de Share of Model. A primeira rodada é a linha de base; a tendência mostra se o trabalho está rendendo. O capítulo “Share of Model” traz a ficha de medição.
Dá para pagar para aparecer nas respostas das IAs?
Anúncio, sim: no Google, no Brasil, os anúncios aparecem acima ou abaixo do AI Overview, e o ChatGPT tem anúncios no Brasil desde agosto de 2026, sempre marcados como patrocinados e separados da resposta. Citação, não: a resposta cita fontes escolhidas pelo sistema, e nenhuma plataforma vende essa escolha. O anúncio é aluguel; a citação é patrimônio construído com SEO.
Quanto tempo leva para ser citado pelas IAs?
Como referência de planejamento da TRIWI, primeiros sinais entre 3 e 6 meses e evolução do retorno entre 6 e 12, conforme o diagnóstico e a execução. Uma página pode ser citada antes disso na busca ao vivo, mas não há prazo garantido. Entregas são verificadas mensalmente e a estratégia é reavaliada por tendência. A incorporação da marca à memória dos modelos não tem prazo contratado. O capítulo “Quanto tempo leva para ser citado” separa os marcos de execução dos resultados observados.
Como vocês medem o resultado?
Leads, pedidos, receita influenciada pelo orgânico e CAC, em relatório mensal, com o Share of Model por plataforma, o tráfego e a conversão vindos das IAs, o relatório de IA generativa do Search Console e as citações no Bing Webmaster Tools como apoio. Citação, posição e tráfego são meio, não fim.
Tem contrato de fidelidade?
Não. Aviso prévio de 30 dias, sem multa, e todo o trabalho fica como propriedade da sua empresa.
- 21 de outubro de 2026: revisão editorial e técnica, com distinção entre os recortes da pesquisa, indicadores separados de menção e citação, protocolo de coleta, checklist por bloqueadores, roteiro mensal e exemplo de revisão de conteúdo. Mantidos os dados comerciais da TRIWI e a integração entre SEO e GEO.
- Outubro de 2026: elaboração do conteúdo do guia, com o levantamento próprio da TRIWI sobre as respostas das IAs no Brasil (40 perguntas de compra em dez setores, feitas ao ChatGPT, ao Gemini, ao Perplexity, ao Claude e ao Google em celular e desktop, com rodada de controle de dez perguntas duas horas depois), acompanhado de uma consulta distinta à base de 8,87 milhões de respostas de AI Overview em português, os números da pesquisa de página de resultados do Guia de SEO, volumes e CPC do Google Ads via DataForSEO e dados de Google, OpenAI, Anthropic, Perplexity, Meta, Microsoft, Cloudflare, Ahrefs, Semrush, Similarweb, SparkToro, Pew Research Center, Profound, Conductor, Yext, Cetic.br, Mobile Time e Opinion Box, StatCounter, Leadster e da pesquisa acadêmica de 2023 a 2026.
- TRIWI, levantamento próprio Share of Model: 40 perguntas de compra em dez setores (saúde; finanças; software e SaaS; contabilidade; jurídico; imóveis; educação; seguros; indústria; e-commerce e varejo), quatro por setor; ChatGPT no próprio produto (Brasil, português), Gemini (gemini-3.8-flash), Perplexity (Sonar Pro) e Claude (claude-sonnet-5-5) pela API de respostas de LLM com busca na web ativa; Google e Bing em celular e desktop, localização São Paulo (SP); coleta em 20 de outubro de 2026 pelas APIs da DataForSEO; 160 respostas de IA e 160 páginas de resultado; rodada de controle com 10 perguntas no ChatGPT, no Gemini e no Perplexity, cerca de duas horas depois (30 respostas). Resultados nos blocos “Levantamento Share of Model TRIWI” deste guia.
- TRIWI, consulta à base agregada LLM Mentions da DataForSEO: 8.870.421 respostas de AI Overview em português registradas no Brasil, com amostras de registros entre agosto de 2025 e outubro de 2026; consulta em 20 de outubro de 2026. Os indicadores de domínios consideram presença entre fontes ou resultados consultados, conforme o recorte descrito no método. Resultados nos blocos “Consulta à base de AI Overviews”, distintos da coleta de 40 perguntas.
- TRIWI, levantamento sobre a página de resultados do Google no Brasil, publicado no Guia de SEO (149 buscas válidas em dez setores, celular e desktop, 17 e 18 de outubro de 2026): /guias/seo/ ↗
- TRIWI, indicadores da carteira ativa de clientes (2026) e case Contato Seguro: /cases/ ↗ e /cases/contato-seguro/ ↗
- TRIWI, Base de Conhecimento de SEO e Otimização para IAs, acervo aberto sob licença CC BY 4.0 Consultar fonte ↗
- DataForSEO, APIs de ChatGPT Scraper, LLM Responses, LLM Mentions, SERP do Google e do Bing e Google Ads Search Volume, usadas na coleta (Brasil, português, outubro de 2026) Consultar fonte ↗
- DataForSEO, LLM Mentions API Consultar fonte ↗
- Google Search Central, guia de otimização para recursos de IA generativa na Busca (maio de 2026, atualizado em julho de 2026) Consultar fonte ↗
- Google Search Central, Recursos de IA e o seu site (atualizado em dezembro de 2025) Consultar fonte ↗
- Google, rastreadores comuns e o controle Google-Extended (atualizado em outubro de 2026) Consultar fonte ↗
- Google, Visões gerais criadas por IA chegam ao Brasil (agosto de 2024) Consultar fonte ↗
- Google, AI Mode em mais idiomas, entre eles o português (setembro de 2025) Consultar fonte ↗
- Google, AI Mode e query fan-out (maio de 2025) Consultar fonte ↗
- Google, novidades da Busca no I/O 2026 (maio de 2026) Consultar fonte ↗
- Google, Sundar Pichai no I/O 2026, usuários dos AI Overviews (maio de 2026) Consultar fonte ↗
- Google, app do Gemini com 1 bilhão de usuários mensais (agosto de 2026) Consultar fonte ↗
- Google, mais formas de chegar à web pelo AI Mode e pelos AI Overviews (outubro de 2026) Consultar fonte ↗
- Google Search Central, Fontes preferidas (atualizado em setembro de 2026) Consultar fonte ↗
- Google Search Central, relatório de desempenho de IA generativa (junho de 2026) Consultar fonte ↗
- Google Search Console, ajuda do relatório de desempenho de IA generativa Consultar fonte ↗
- Google Search Console, controle de IA generativa da Busca Consultar fonte ↗
- Google Search Console, relatório de desempenho e o AI Mode Consultar fonte ↗
- Google Search Central, atualizações da documentação (fim do resultado enriquecido de perguntas frequentes, maio de 2026) Consultar fonte ↗
- Google Search Central, core update de março de 2024 e as políticas contra abuso de conteúdo em escala Consultar fonte ↗
- Google Ads, anúncios e AI Overviews Consultar fonte ↗
- Google, Universal Commerce Protocol e o comércio com agentes (janeiro de 2026) Consultar fonte ↗
- OpenAI, rastreadores da OpenAI (OAI-SearchBot, GPTBot, ChatGPT-User e OAI-AdsBot) Consultar fonte ↗
- OpenAI, Introducing ChatGPT search (outubro de 2024) Consultar fonte ↗
- OpenAI, anúncios no ChatGPT (fevereiro de 2026, atualizado em agosto de 2026) Consultar fonte ↗
- OpenAI, expansão dos anúncios do ChatGPT (setembro de 2026) Consultar fonte ↗
- OpenAI, Instant Checkout e Agentic Commerce Protocol (setembro de 2025) Consultar fonte ↗
- OpenAI, descoberta de produtos no ChatGPT (março de 2026) Consultar fonte ↗
- OpenAI, presença no Brasil (agosto de 2026) Consultar fonte ↗
- 9to5Mac, OpenAI descontinua o navegador ChatGPT Atlas (julho de 2026) Consultar fonte ↗
- Anthropic, rastreadores ClaudeBot, Claude-SearchBot e Claude-User (abril de 2026) Consultar fonte ↗
- Perplexity, rastreadores PerplexityBot e Perplexity-User Consultar fonte ↗
- Perplexity, Comet gratuito para todos (outubro de 2025) Consultar fonte ↗
- Perplexity, resposta à Cloudflare sobre agentes e robôs (agosto de 2025) Consultar fonte ↗
- Campaign, com o Financial Times, Perplexity encerra os anúncios (fevereiro de 2026) Consultar fonte ↗
- Meta for Developers, rastreadores da Meta (Meta-WebIndexer, Meta-ExternalAgent e Meta-ExternalFetcher) Consultar fonte ↗
- WhatsApp, central de ajuda sobre a Meta AI Consultar fonte ↗
- Meta, chegada da Meta AI ao Brasil (outubro de 2024) Consultar fonte ↗
- Microsoft Bing, AI Performance no Bing Webmaster Tools (fevereiro de 2026) Consultar fonte ↗
- Microsoft Bing, participação de citação no Bing Webmaster Tools (junho de 2026) Consultar fonte ↗
- Bing Webmaster Tools Consultar fonte ↗
- Cloudflare, Content Independence Day (julho de 2025) Consultar fonte ↗
- Cloudflare, novas opções para o tráfego de IA (julho de 2026) Consultar fonte ↗
- Cloudflare, rastreamento contra cliques devolvidos (agosto de 2025) Consultar fonte ↗
- Cloudflare, relatório de robôs e da internet agêntica (julho de 2026) Consultar fonte ↗
- Cloudflare, configurações recomendadas para domínios novos (setembro de 2026) Consultar fonte ↗
- Cloudflare, rastreadores não declarados do Perplexity (agosto de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, AI Overviews Currently Appear for 83% of Branded Searches (outubro de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, Update: AI Overviews Reduce Clicks by 58% (fevereiro de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, AI Overviews Reduce Clicks by 34.5%, versão anterior do estudo (abril de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, citações dos AI Overviews e o top 10 (março de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, versão anterior do estudo de citações e posições (julho de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, só 12% das URLs citadas pelas IAs estão no top 10 do Google (agosto de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, AI Mode e AI Overviews (dezembro de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, domínios mais citados no ChatGPT (setembro de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, domínios mais citados nos AI Overviews (setembro de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, domínios mais citados no AI Mode (setembro de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, domínios mais citados no Perplexity (setembro de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, por que o ChatGPT cita uma página e não outra (abril de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, as IAs preferem citar conteúdo recente (julho de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, correlações da visibilidade de marca nas IAs (dezembro de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, versão anterior do estudo de correlações (maio de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, benchmark de tráfego de IA e de busca (atualizado em outubro de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, estudo do llms.txt (junho de 2026) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, os AI Overviews mudam a cada dois dias (novembro de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, AI Overviews por país (novembro de 2025) Consultar fonte ↗
- Ahrefs, 55,8 milhões de AI Overviews (maio de 2025) Consultar fonte ↗
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- Semrush, estudo das citações fantasmas (junho de 2026) Consultar fonte ↗
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